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“Andar na lua”… nem sempre é mau!

Bom fim-de-semana!

 

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Boas Festas!

Para todos os leitores do blog seguem os meus desejos de um Feliz Natal e um 2014 cheio de esperança, felicidade e amor. E claro… que o bom humor e a boa disposição vos acompanhem!

Um abraço para todos,

DG

 
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Publicado por em 19 de Dezembro de 2013 em Família, Natal

 

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No facebook

543099_440272272746552_726127208_nA página do facebook do Reflexões de um Psiquiatra já conta com mais de 2.000 Gostos!? Uau!

2.000 pessoas interessadas, muitas com dúvidas, muitos outros simplesmente curiosos (“vamos lá ver o que este tipo vai inventar”), outros a enfrentar os seus medos pessoais, a testar o caminho… Mas todos pessoas impecáveis que partilham o gosto por conhecer e por discutir assuntos da área da Saúde Mental e da Neurociência.

A vocês todos um grande like, espero que continuem a gostar. Espero que se envolvam mais no debate, que questionem mais, que se zanguem mais, que se riam mais.

Só desta maneira poderemos criar uma “grande onda de limpeza de preconceitos“! Ajudam-me nesta tarefa?

E claro conto convosco para divulgar e convidar amigos a gostarem da página. Ainda não sabe o endereço da página??? – Não faz mal aqui fica: https://www.facebook.com/ReflexoesDeUmPsiquiatra

Um forte agradecimento para todos vós. Obrigado!

E agora uma música para celebrar (muito retro!):

 

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A Música e o Cérebro

this_is_your_brain_on_music

Nesta época de festivais de música, concertos ao ar livre, noites quentes em bares ou simplesmente nas nossas casas (a ouvir música); nada melhor do que reflectir acerca de algumas questões relacionadas:

  • Porque é que gostamos tanto de música?
  • Porque é que a música é tão importante em todas as sociedades, culturas e ao longo das épocas?
  • Qual a sua função?

Um dos investigadores que mais se tem dedicado ao estudo desta área chama-se Daniel Levitin, um neurocientista da McGill University em Montreal. Muitos dados que aqui vos trago são da sua autoria.

O Daniel Levitin tem uma história interessante de vida: é originário de São Francisco, onde nasceu em 1957, inicialmente estudou engenharia electrónica e música. Nos anos 70 acaba por deixar os estudos para se dedicar a ser músico e produtor musical, atingindo bastante sucesso nesta área. Aos seus 30 anos decide voltar aos estudos e tirar o curso de Psicologia e Ciências cognitivas na Stanford University. Posteriormente decide dedicar-se a ambas as paixões: a neurociência e a música. Tornou-se um famoso neurocientista que se especializou no estudo dos efeitos da música a nível cerebral, escreveu um livro intitulado “This Is Your Brain On Music: The Science of a Human Obsession“, que eu ainda não li, mas que estou cheio de vontade de ler!

Mas vamos voltar ao caminho e tentar responder às perguntas…

Neste momento aconselho escolher uma música da sua preferência enquanto lê este texto (para por as coisas em prática!). No entanto vou deixar uma da minha preferência para os mais preguiçosos.

Porque é que gostamos tanto de música?

Já antes, num artigo deste blog intitulado “Música e dopamina“, tinha escrito acerca do efeito que a música produz no cérebro através da libertação de dopamina e que leva a sensações de prazer, euforia e aumento da energia.

250px-Superior_temporal_gyrusMas outra pergunta é: porque gostamos de determinadas músicas ou géneros musicais? O Daniel Levitan e colaboradores investigaram isto. Chegaram à conclusão que quanto mais estimulação determinada música provoca no nucleus accumbens (área cerebral responsável pela formação de expectativas) maior a possibilidade de gostar de determinada música. Outra área do cérebro, o giro temporal superior (que está intimamente ligada nucleus accumbens), é também importante e está relacionado com algo a que podemos chamar “educação musical“. A sua formação depende da música que foi ouvida durante a vida, funcionando como um armazenamento da “memória musical”, por exemplo, alguém que tenha ouvido muito jazz ao longo da vida tem maior probabilidade de gostar de um trecho de jazz que nunca tenha ouvido.

No fundo o nosso cérebro funciona como uma espécie de “motor de recomendação musical”!

Porque é que a música é tão importante em todas as sociedades, culturas e ao longo das épocas?

Muito acontece no nosso cérebro quando ouvimos música. Estudos mostram que áreas cerebrais envolvidas no movimento, memória, atenção e planeamento, ficam activas quando estamos a ouvir música. Portanto, passa-se muito mais no cérebro do que simplesmente “processar música”.

Outra coisa interessante que se verifica é o seguinte: não é natural sentirmo-nos confiantes e bem no meio de uma multidão de 20 ou 40 mil pessoas, pois não? Mas na realidade isso acontece quando estamos num festival ou num concerto musical! A música parece ter uma função importante: a de unir as pessoas! Algo que dificilmente se encontra noutras formas de arte.

music middle ageA música tem uma capacidade única de acordar emoções, despertar memórias (quantas vezes ouvir determinada música nos lembra de umas férias, de um amigo, de uma altura da nossa vida?) e intensificar experiências sociais. Isto está relacionado com algo a que chamamos neurónios espelho (que se pensa terem como função permitir ao indivíduo compreender o significado e intenção de um determinado sinal comunicativo – ver este artigo para mais detalhes).

Talvez isto ajude a explicar a sua importância e universalidade em inúmeras culturas e épocas.

Qual a sua função?

Muitas vezes a música é comparada à linguagem, é também uma forma de comunicação e muitos dos componentes cerebrais activos nestes processos são os mesmo.  No entanto, a primeira é muito mais “misteriosa”, de facto a sua razão de ser permanece no fundo desconhecida. A música não têm nenhuma utilidade óbvia, é difícil de definir (todos sabemos o que é música, mas conseguiremos mesmo por limites necessários para uma definição?). Como explicar então a sua universalidade e manutenção ao longo do tempo?

the only thing that makes sense?Como vimos antes a música facilita a interacção entre grupos, pondo-os “em sintonia”. Por isto, pensa-se que poderá ter um papel importante na sociedade como factor de coesão e organização da nossa arquitectura social! E há inúmeros exemplos históricos de lideres (de nações, políticos, religiosos, etc.) que compreenderam e utilizaram este poder para influenciar populações.

Recentemente, neurocientistas mostraram que a música ajuda na aprendizagem, na formação de memórias, no controlo de estados de ansiedade e mesmo na organização do conhecimento.

A música (tocar ou ouvir) tem também importantes funções na neuroplasticidade cerebral (ver este artigo  do blog), ou seja não deixa “enferrujar o cérebro”.
Isto são algumas das funções encontradas para a música, mas o mistério persiste… e ainda bem porque a vida sem mistérios não tem piada nenhuma! 

Fico por aqui e recomendo a página do Daniel Levitin: http://daniellevitin.com, que disto sabe muito mais que qualquer outro!

Abraço e… boas músicas sempre!

DG 2013

 

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Desculpa: porque é tão difícil?

Aqui há uns dias estava a conduzir e passou a seguinte musica do John Mayer: “My stupid mouth”. E começa assim:

sorryMy stupid mouth has got me in trouble

I said too much again

To a date over dinner yesterday

And I could see she was offended

She said “well anyway”

Just dying for a subject change

(…)

How could I forget

Mama said “think before speaking”

No filter in my head

Oh, what’s a boy to do?

I guess he better find one soon

E veio-me à mente o seguinte: vejo muitos pacientes (mas não só, também amigos, também eu próprio) que têm problemas graves a nível interpessoal, constantes discussões com o marido/esposa, com os chefes ou colegas de trabalho, com amigos; pessoas que se envolvem em espirais de conflitos crescentes, que a certa altura já nem se percebe onde começou a desavença; amigos de longa data que por qualquer coisa (habitualmente uma pequena coisa que um deles fez mas que nem se apercebeu) quebram algo tão importante como uma amizade; casais que se amam e que se zangam sem conseguir fazer as pazes

E depois lá recorrem ao psicólogo, ao psiquiatra, à terapia de casal ou familiar… Queixa-se disto, daquilo, imaginam que depois da consulta sairá um veredicto sobre quem têm ou não têm razão.

…Nada mais errado, estes técnicos não fazem juízos (pelo menos os de qualidade), para isso existem os tribunais! (E uma consulta não é um tribunal).

Todas estas situações são mais fáceis de resolver do que o que se imagina, basta usar a palavra mágica: DESCULPA.

Mas já dizia o Elton John, “Sorry seems to be the hardest word“. É verdade, por vezes é muito difícil pedir desculpa e é uma palavra que utilizamos muito pouco!

Todos erramos, todos os casais, amigos, famílias, colegas, etc. fazem por vezes coisas que magoam, que irritam, que chateiam. Não há excepções, todos erramos…

Então porque não evitamos as chatices pedindo desculpa?

Muitas vezes por orgulho (estúpido), porque não percebemos que magoámos o outro, porque temos vergonha, porque simplesmente não estamos habituados… ou, porque somos masoquistas (espero que esta hipótese se aplique a poucos!).

Gostei muito desta frase retirada deste post: “A genuine apology offered and accepted is one of the most profound interactions of civilized people. It has the power to restore damaged relationships, be they on a small scale, between two people, such as intimates, or on a grand scale, between groups of people, even nations. If done correctly, an apology can heal humiliation and generate forgiveness“.

Gostaria de acabar esta reflexão com um desafio para todos: usem mais a palavra desculpa.

E eu começo primeiro por pedir desculpa aqueles que magoei e nunca pedi desculpa!

Um abraço a todos…

…e boas músicas sempre!

 

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Música e Dopamina

(Primeiro carregue no play e aumente o volume…)

Já a começar a sentir a necessidade de mexer o corpo? Está a gostar do som? “A curtir” a música?…

Se está a gostar desta música neste momento o seu cérebro estará a libertar um neurotransmissor chamado dopamina.

Um artigo da Nature Neuroscience revela que quando sentimos prazer ao ouvir determinada música existe libertação de dopamina no corpo estriado, um dos componentes relacionados com o “circuito de motivação e prazer cerebral”. Esta libertação de dopamina pode explicar a razão pela qual a música é tão valorizada pelos seres humanos e como esta pode manipular as nossas emoções.

Boas músicas!

Abraço

DG 2013

 

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Don’t worry be happy

“A felicidade é como uma borboleta: Quanto mais tenta apanhá-la, mais ela se afasta de si. Mas se dirigir a sua atenção para outras coisas, ela virá e pousará suavemente no seu ombro” – Thoreau

Bom fim-de-semana!

 

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