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Será que o génio alguma vez morre?

1933-2014

1933-2014

Cláudio Abbado, 80 anos. Antigo diretor do Scala de Milão, da Ópera de Viena, ex-maestro principal na Orquestra Sinfónica de Londres, na Filarmónica de Berlim e também maestro convidado da Orquestra de Chicago.

Para além de ser um enorme e reconhecido artista, durante a sua vida teve um papel importantíssimo na divulgação da música clássica, sobretudo entre jovens e marginalizados. Acreditava que a formação musical era na realidade “a educação do homem”.

Um génio… nunca morre.

Fica aqui a minha homenagem.

DG 2014

 
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Publicado por em 22 de Janeiro de 2014 em Reflexão musica

 

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Resoluções do Ano Novo: como as concretizar?

Faz todos os anos as mesmas “resoluções de Ano Novo”? Estranho… ou não?

Provavelmente não será o único que repetidamente, todos os 31 de Dezembro, decide coisas deste género:

É este ano que vou perder peso, que vou fazer mais exercício físico, que vou parar de fumar, que vou gerir melhor o meu tempo, que vou tirar um curso, que vou aprender um instrumento…

Resolucoes ano novo

Quase todos nós chegamos a esta altura do ano e paramos (um pouco) para pensar naquelas coisas que correm menos bem na nossa vida e o que fazer para as alterar. Muito habitualmente fazemos uma lista de resoluções, que ganha dimensões assustadoras! “Minha nossa, tanta coisa que tenho de alterar!”.

Mas estamos cheios de coragem, nesta altura sentimos que somos capazes de tudo… e depois chega Janeiro, passamos por Fevereiro, já estamos em Março e… que horror! “Estou a pagar um ginásio a que não vou, o instrumento que comprei ainda não saiu da caixa, ainda não consegui alterar a minha alimentação, continuo a correr de um lado para o outro sem tempo para nada”… E nestas alturas surge a ansiedade e a frustração, “mas afinal porque é que não consegui fazer isto!? As minhas resoluções foram um fracasso!”. E muitos chegamos ao ponto de pensar: “desisto, para o ano é que vai ser!”. Mas será que tem que ser assim?

Vou tentar dar algumas dicas para que este ano seja diferente:

  1. O Ano Novo não é um catalisador “mágico” para mudanças radicais. É um tempo de reflexão sobre os seus comportamentos e estilo de vida, que deve levar à identificação do que há para mudar.
  2. Em vez de objetivos extremos e muito difíceis de atingir, tome a resolução de ir definindo pequenas metas atingíveis, durante todo o ano e não só uma vez por ano! Na realidade não é a extensão da mudança que importa, mas sim reconhecer que esta é importante e trabalhar para a realizar, um passo de cada vez.
  3. Faça resoluções realistas, é maior a probabilidade de as cumprir. Por exemplo se quer passar a fazer exercício não decida ir correr sete dias por semana, decida começar por andar 20 minutos um ou dois dias. Se quer perder peso, não faça uma dieta radical a partir de dia 1 de Janeiro, comece por cortar por exemplo naquela sobremesa ou substitua aquele lanche calórico por um iogurte ou uma peça de fruta.
  4. Não encare as resoluções como uma punição. Veja-as como algo positivo, afinal decidiu mudar algumas coisas no seu estilo de vida… e isso é bom!
  5. Mude um comportamento de cada vez. Os comportamentos não saudáveis também não apareceram todos ao mesmo tempo, assim sendo a mudança dos mesmos requer tempo .
  6. Fale sobre isso. Compartilhe suas experiências com a família e amigos. Considere juntar um grupo de apoio para alcançar os seus objetivos, por exemplo junte-se com amigos para ir correr, combine com colegas de trabalho um desafio de parar de fumar . Ter alguém para compartilhar suas lutas e sucessos torna a sua viagem para uma vida saudável muito mais fácil e muito menos assustadora.
  7. Não seja demasiado exigente. A perfeição é inatingível. Lembre-se que pequenas falhas no caminho são completamente normais e não são um drama. Não desista simplesmente porque comeu um bolo de arroz e falhou na sua dieta, ou porque falhou um dia de ginásio. Todos passamos por altos e baixos, afinal a vida é mesmo assim!
  8. Peça apoio se achar necessário. Aceitar a ajuda daqueles que se preocupam consigo, fortalece a sua resiliência e aumenta a capacidade de gerir o stress causado pela sua resolução. Não se sinta envergonhado se precisar de ajuda profissional para mudar comportamentos não saudáveis ou para lidar com questões emocionais.

Dito isto, desejo a todos um óptimo Ano Novo de 2014. E… até já!

DG

PS: Um música para entrar no espírito de festa!

 

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Como odeio quando utilizam a palavra esquizofrenia para tudo e mais alguma coisa!

FuriosoA esquizofrenia é uma das mais graves doenças psiquiátricas, que mais sofrimento trás aos doentes e aos seus familiares, cujo o tratamento é difícil e que tanto prejuízo causa a nível pessoal, profissional, familiar e social. Não vou falar muito sobre o que é a esquizofrenia, mas quero apenas referir que é uma doença mental que afecta cerca de 1% da população. Surge geralmente numa idade jovem (final da adolescência início da idade adulta). Tem 3 grupos principais de sintomas:

  • Sintomas positivos: comportamentos e pensamentos que não era suposto existirem, como ideias delirantes, alucinações e desorganização do pensamento.
  • Sintomas negativos: sintomas que determinam uma diminuição da actividade normal, como apatia, anedonia, abulia (basicamente estes três termos implicam diminuição da motivação, vontade e prazer em fazer coisas), embotamento afectivo (incapacidade de modular as emoções) e lentificação do pensamento.
  • Sintomas cognitivos: os mais comuns são a falta de atenção e concentração e o prejuízo da memória. Estas alterações podem ocorrer mesmo antes do primeiro surto da doença (numa fase que chamamos pródromo) e agravar-se ao longo da doença. Estes doentes têm dificuldade em planear e executar tarefas, em tomar decisões e mesmo a nível de linguagem poderão existir dificuldades.

Para mais informações sobre a doença (esquizofrenia) consultar este link.

Infelizmente o termo “esquizofrenia” é provavelmente uma das palavras que pior se utiliza. A palavra significa literalmente “mente dividida”. O Psiquiatra que cunhou este termo, Eugen Bleuler (1911-1950) pretendia que esta palavra descrevesse “a quebra com a realidade causada pela desorganização de várias funções da mente, tal como o pensamento ou os afectos, que nestes doentes não funcionavam correctamente em conjunto”. No entanto muitas pessoas utilizam frases como “sinto-me esquizofrénico” quando têm “mixed feelings” acerca de algo: “gosto desta pessoa, não gosto desta pessoa”; “quero fazer isto ou não quero?”, etc.

Mas mais grave do que isto são pessoas com responsabilidades elevadas utilizarem o termo esquizofrenia por tudo e por nada, tais como jornalistas e políticos, revelando uma enorme falta de respeito pelo sofrimentos destes doentes e familiares, que já são altamente estigmatizados e vítimas de preconceito.

São lamentáveis frases que aparecem na comunicação social e na internet tais como:

A chamada “silly season” atacou mais uma vez o país nesta fase do ano. Para não variar. Embora os sintomas, desta vez, levem à suspeita de uma afetação adicional: a da esquizofrenia. Não houve um só bicho-careta incapaz de comentários epidémicos originários da crise política gerada a partir de uma coligação governamental alvo de amuos, traições e piruetas. – Por Fernando Santos, no JN de 2013-07-08

O líder parlamentar do PS considerou esta quarta-feira que o Governo e o PSD revelam sinais de “esquizofrenia política” – Por Carlos Zorrinho, citado no CM de 2012-10-31

Ministério da Educação sofre de esquizofrenia política – Por  Mário Nogueira, na TVI24 a 2012-07-13

Um país esquizofrénico – Por José Gomes André, titulo de post no blog Delito de Opinião em 2013-02-03.

A meu ver isto revela uma clara falta de respeito pelos doentes, famílias e técnicos de saúde que trabalham com estes doentes! Não haverá palavras melhores? Menos discriminatórias?

Digam que o governo é incompetente, incoerente, ineficaz; gritem que determinada medida é ridícula, não faz sentido ou mesmo… é uma *****!! Mas por favor parem de aumentar o preconceito contra os doentes mentais!! É uma questão de moral.

…Isto é uma daquelas coisas que me deixa furioso (daí a imagem escolhida).

Um abraço furioso a todos (e espero que alguém leia este apelo).

DG 2013

 

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Desculpa: porque é tão difícil?

Aqui há uns dias estava a conduzir e passou a seguinte musica do John Mayer: “My stupid mouth”. E começa assim:

sorryMy stupid mouth has got me in trouble

I said too much again

To a date over dinner yesterday

And I could see she was offended

She said “well anyway”

Just dying for a subject change

(…)

How could I forget

Mama said “think before speaking”

No filter in my head

Oh, what’s a boy to do?

I guess he better find one soon

E veio-me à mente o seguinte: vejo muitos pacientes (mas não só, também amigos, também eu próprio) que têm problemas graves a nível interpessoal, constantes discussões com o marido/esposa, com os chefes ou colegas de trabalho, com amigos; pessoas que se envolvem em espirais de conflitos crescentes, que a certa altura já nem se percebe onde começou a desavença; amigos de longa data que por qualquer coisa (habitualmente uma pequena coisa que um deles fez mas que nem se apercebeu) quebram algo tão importante como uma amizade; casais que se amam e que se zangam sem conseguir fazer as pazes

E depois lá recorrem ao psicólogo, ao psiquiatra, à terapia de casal ou familiar… Queixa-se disto, daquilo, imaginam que depois da consulta sairá um veredicto sobre quem têm ou não têm razão.

…Nada mais errado, estes técnicos não fazem juízos (pelo menos os de qualidade), para isso existem os tribunais! (E uma consulta não é um tribunal).

Todas estas situações são mais fáceis de resolver do que o que se imagina, basta usar a palavra mágica: DESCULPA.

Mas já dizia o Elton John, “Sorry seems to be the hardest word“. É verdade, por vezes é muito difícil pedir desculpa e é uma palavra que utilizamos muito pouco!

Todos erramos, todos os casais, amigos, famílias, colegas, etc. fazem por vezes coisas que magoam, que irritam, que chateiam. Não há excepções, todos erramos…

Então porque não evitamos as chatices pedindo desculpa?

Muitas vezes por orgulho (estúpido), porque não percebemos que magoámos o outro, porque temos vergonha, porque simplesmente não estamos habituados… ou, porque somos masoquistas (espero que esta hipótese se aplique a poucos!).

Gostei muito desta frase retirada deste post: “A genuine apology offered and accepted is one of the most profound interactions of civilized people. It has the power to restore damaged relationships, be they on a small scale, between two people, such as intimates, or on a grand scale, between groups of people, even nations. If done correctly, an apology can heal humiliation and generate forgiveness“.

Gostaria de acabar esta reflexão com um desafio para todos: usem mais a palavra desculpa.

E eu começo primeiro por pedir desculpa aqueles que magoei e nunca pedi desculpa!

Um abraço a todos…

…e boas músicas sempre!

 

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Preocupante…

worry-wartsEstou preocupado (já o tinha referido num anterior post) e acho que todos deveríamos estar preocupados com este assunto: as consequências da crise na Saúde (mental e não só) e quais as medidas que realmente se têm tomado para minimizar as mesmas.

Deixo duas referências que podem ajudar nesta reflexão (uma notícia e os dados de um relatório, ambos muito recentes).

1) Notícia retirada do site do Expresso, de 18 de Junho de 2013

Doentes mentais faltam a consultas e diminuem ou abandonam medicação

O coordenador nacional para a saúde mental afirmou hoje que as pessoas com problemas crónicos nesta área têm faltado mais do que era comum às consultas e, em alguns casos, diminuíram ou abandonaram a medicação por carência económica.

Álvaro de Carvalho falava à agência Lusa à margem da apresentação do Relatório da Primavera 2013 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), que hoje decorreu em Lisboa.

“Tenho falado com colegas que são os diretores dos departamentos de psiquiatria e saúde mental dos hospitais gerais – que já são cerca de 40 — para saber qual a situação”, explicou.

Nessa “avaliação relativamente informal”, o psiquiatra apurou que “sobretudo as pessoas com problemas crónicos e tendencialmente incapacitantes de saúde mental estão a faltar mais do que era comum às consultas”.

“Em alguns casos, esses doentes abandonaram ou diminuíram significativamente as medicações”, disse, alertando para os riscos de descompensação que essas pessoas correm.

Segundo Álvaro de Carvalho, a situação também se regista em outras áreas da saúde e “é fruto da carência económica em geral e do agravamento do custo dos transportes”.

“Temos um conjunto de fatores que são consequência da crise económica e social que vem agravar a qualidade do estado de saúde e potencialmente agravar o estado de saúde individual dessas pessoas, uma vez que a paragem da medicação ou uma medicação apenas parcial vai pôr em causa a boa evolução que havia até aí”, sublinhou.

Relativamente aos dados apresentados pelo OPSS referentes à Unidade Local de Saúde do Alto Minho, onde se verificou, de 2011 para 2012, um acréscimo no diagnóstico de depressão de 30 por cento para os homens e 31 por cento para as mulheres, o psiquiatra classificou-os de “fenómenos previsíveis”.

Nessa Unidade Local de Saúde, registou-se um acréscimo de 35 por cento para os homens e 47 por cento para as mulheres de tentativas de suicídio.

O especialista em saúde mental sublinha que, tendo em conta a origem da descompensação destas pessoas, nomeadamente o desemprego, não será o recurso aos serviços de saúde a resolver o problema.

“A intervenção clínica pode minimizar, mas não vai à causa do problema, que é obviamente extra saúde”, adiantou.

2) Relatório Primavera 2013: “duas faces da saúde” do Observatório Português dos Sistemas de Saúde. Podem ver aqui: http://www.observaport.org/rp2013.

Algumas passagens relevantes:

Página 30: O aumento da ansiedade e depressão em Portugal tem vindo a ser identificado por diferentes fontes: questionários sobre as perceções dos profissionais e registos clínicos dos médicos de família.

Página 46: Estudos que analisaram dados de 26 países da União Europeia (UE), entre 1970 e 2007 concluíram que, nos indivíduos com idades inferiores a 65 anos, cada aumento de 1% na taxa de desemprego estava associada a uma subida de 0,79% na taxa de suicídio. Para aumentos superiores a 3%, na taxa de desemprego este impacte era mais significativo, com uma subida de 4,45% na taxa de suicídios e de 28% nas mortes decorrentes do consumo excessivo de álcool

Página 50: Em Portugal, não são conhecidos estudos que avaliem o impacte da crise na saúde mental das pessoas.

Página 101: São visíveis os efeitos da crise (pouco monitorizados e avaliados), não só na saúde da população, mas também no sistema de saúde, agravados pela ausência de apoio àqueles que são os projetos estratégicos, de médio e longo prazo, deste setor.

Página 102: Durante os últimos 4 anos, nos quais o OPSS tem realizado análises precisas, independentes e periódicas, identificando, recolhendo e produzindo informação e conhecimento sobre a evolução do sistema de saúde português e dos seus condicionantes, tem também chamado anualmente, a atenção para a “crise e a saúde”, através de relatórios detalhados – elaborados com recursos muito escassos – não existe ainda em Portugal um diagnóstico oficial sobre esta matéria, a partir do qual seja possível organizar no terreno uma resposta adequada aos efeitos da crise na saúde. (…) Não seria de esperar que o Ministério da Saúde realizasse um diagnóstico e monitorizasse os efeitos da crise na saúde e que por sua vez, o OPSS analisasse e criticasse as medidas implementadas e os seus resultados? Não existindo esse diagnóstico, não temos respostas atempadas, não temos respostas integradas e não temos naturalmente respostas eficazes. Isso é preocupante.

paulomacedosantinhodosd

Para pensar… Será que o Ministro da Saúde, que de tão boa fama goza, está realmente a fazer um bom trabalho?

Um abraço
DG 2013

 

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Crise e Saúde Mental

Muitas pessoas atravessam momentos dramáticos. Factores como o desemprego, o aumento da pobreza, os cortes nos serviços públicos, afectam grandemente a Saúde Mental das pessoas.

pobrezaVárias investigações revelam que as pessoas que estão em situação de desemprego, de empobrecimento ou de crise familiar (que tantas vezes se associa aos problemas económicos) têm um risco significativamente maior de apresentar problemas de Saúde Mental, como depressão, abuso de álcool ou mesmo de suicídio.

Ainda para mais este problema é “uma pescadinha de rabo na boca“: a crise afecta a Saúde Mental das pessoas e as pessoas com estes problemas apresentam como consequência diminuição da sua produtividade, afectando o desenvolvimento económico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (ver aqui) os países em crise devem tomar medidas para proteger as suas populações destes riscos. As medidas sugeridas incluem:

  • programas que estimulem o mercado laboral, ajudando as pessoas a manter ou a recuperar com rapidez os seus empregos;
  • medidas de apoio às famílias;
  • restrições na disponibilidade de álcool;
  • medidas de aumento da acessibilidade de serviços de Saúde Mental.

Esta situação preocupa-me grandemente e, infelizmente, vejo no dia a dia cada vez mais pessoas afectadas por este problema… o que não vejo são os nossos governantes preocupados com isto… o que não vejo é nenhuma das medidas sugeridas pela OMS serem aplicadas. O que vejo são pessoas frágeis, desprotegidas e desamparadas, sem apoios e sem acesso a cuidados de saúde (que são cada vez mais submetidos a cortes orçamentais e que, apesar do esforço dos seus profissionais, se apresentam no limite das suas capacidades).

DG 2013

 

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13% de todas as doenças do mundo e tão negligenciadas…

mental-health1Notícia retirada do DN de 19/5/2013:

As doenças mentais e neurológicas afetam cerca de 700 milhões de pessoas no mundo e já representam um terço do total de casos de doenças não transmissíveis (infecciosas), segundo dados hoje revelados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS redigiu uma proposta de Plano de Ação para a Saúde Mental 2013-2020 que deverá ser aprovada pelos estados membros da Assembleia Mundial da Saúde, que vai decorrer esta semana em Genebra.

Uma grande parte das 700 milhões de pessoas afetadas pelas doenças mentais e neurológicas não está a ser acompanhada a nível médico, segundo a OMS, que quer reverter esta situação, noticia hoje a agência EFE.

O documento, que vai ser analisado esta semana, constata que as doenças mentais representam 13% do total de todas as doenças do mundo e são já um terço das patologias não transmissíveis.

Segundo as estimativas, cerca de 350 milhões de pessoas deverão sofrer de depressão e 90 milhões terão uma desordem pelo abuso ou dependência de substâncias.

No foro neurológico, calcula-se que 50 milhões de pessoas terão epilepsia e mais de 35 milhões devem sofrer de Alzheimer ou outras demências.

Na União Europeia estima-se que a falta de produtividade decorrente das doenças mentais provoque uma quebra do Produto Interno Bruto (PIB) de entre três a quatro por cento.

Já o Fórum Económico Mundial indica que o custo global das doenças mentais ultrapassa os 2,5 mil milhões de dólares (cerca de dois milhões de euros).

Apesar do impacto social e económico destas doenças, a sua prevenção e tratamento não têm sido prioritários, considera a OMS, que pretende inverter esta situação com o Plano de Ação que será apresentado esta semana.

Só pergunto o seguinte: tendo em conta todos os dados existentes, como é possível que os nossos decisores (e a sociedade em geral) continuem a negligenciar o sofrimento de tantas pessoas?

Para reflectir…

Abraço

DG 2013

 

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As confusões dos medicamentos

medicamentos

Recomendo a leitura deste artigo, retirado do site dos Médicos Unidos, escrito por uma Médica de Medicina Geral e Familiar.

http://medicosunidos.org/opinioes/a-golpada-dos-remedios/

Retrata com precisão algo que também vejo muito nas minhas consultas: a confusão total no que toca à toma de genéricos de marcas diferentes.

A quem não aconteceu já começar um medicamento e depois voltar à farmácia para a continuação da prescrição e dizerem-lhe “não temos esse… está esgotado… mas tem aqui este… é igual”.

Muitas vezes os pacientes confundem os fármacos (o da caixa azul, o cor de laranja, etc.) e nem dão por estar a tomar 2 medicamentos, com aspectos diferentes mas iguais… Um grande perigo para a saúde.

Recomendo a leitura.

Abraços

DG 2013

 

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