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Crise e Saúde Mental

13 Jun

Muitas pessoas atravessam momentos dramáticos. Factores como o desemprego, o aumento da pobreza, os cortes nos serviços públicos, afectam grandemente a Saúde Mental das pessoas.

pobrezaVárias investigações revelam que as pessoas que estão em situação de desemprego, de empobrecimento ou de crise familiar (que tantas vezes se associa aos problemas económicos) têm um risco significativamente maior de apresentar problemas de Saúde Mental, como depressão, abuso de álcool ou mesmo de suicídio.

Ainda para mais este problema é “uma pescadinha de rabo na boca“: a crise afecta a Saúde Mental das pessoas e as pessoas com estes problemas apresentam como consequência diminuição da sua produtividade, afectando o desenvolvimento económico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (ver aqui) os países em crise devem tomar medidas para proteger as suas populações destes riscos. As medidas sugeridas incluem:

  • programas que estimulem o mercado laboral, ajudando as pessoas a manter ou a recuperar com rapidez os seus empregos;
  • medidas de apoio às famílias;
  • restrições na disponibilidade de álcool;
  • medidas de aumento da acessibilidade de serviços de Saúde Mental.

Esta situação preocupa-me grandemente e, infelizmente, vejo no dia a dia cada vez mais pessoas afectadas por este problema… o que não vejo são os nossos governantes preocupados com isto… o que não vejo é nenhuma das medidas sugeridas pela OMS serem aplicadas. O que vejo são pessoas frágeis, desprotegidas e desamparadas, sem apoios e sem acesso a cuidados de saúde (que são cada vez mais submetidos a cortes orçamentais e que, apesar do esforço dos seus profissionais, se apresentam no limite das suas capacidades).

DG 2013

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2 responses to “Crise e Saúde Mental

  1. José Manuel Andrade - Seixal

    14 de Junho de 2013 at 19:25

    Triste Realidade.
    Muito, mais muito preocupante a situação de muitos desempregados e suas Famílias. Muitas das quais sem apoios, como que abandonados à sua sorte. Não estou a exagerar.
    Com os cortes orçamentais,o SNS não pode prestar serviços adequados.
    Então, no que diz respeito à Saúde Mental, a situação actual tornou-se insuportável. E creio que ainda se vai agravar mais.
    Vamos assistir ao aumento, de pessoas com problemas de depressão, desintegração Familiar,abuso de álcool, drogas e suicídio.
    Os Governantes, estão preocupados consigo próprios e respectiva ” entourage “. O Zé-Povinho que se “lixe”.

    Bom Fim de Semana.

     
  2. José Manuel Andrade - Seixal

    15 de Junho de 2013 at 12:08

    Cortar na saúde? “Factura será muito alta no futuro”

    Cortar na saúde? “Factura será muito alta no futuro”

    “Se não providenciarmos cuidados de saúde agora, mais tarde será muito mais caro cuidar destas pessoas”, defende o especialista Jeffrey Lazarus.
    15-06-2013 1:54 por Teresa Almeida – Rádio Renascença

    Os cortes nas despesas de saúde em tempo de crise vão implicar uma factura muito alta a pagar no futuro, afirma Jeffrey Lazarus, professor da Universidade de Medicina de Copenhaga, na Dinamarca.

    “Se as pessoas não estão saudáveis, a doença pode voltar e morde-lhes a cauda. Por isso, se não providenciarmos cuidados de saúde agora, mais tarde será muito mais caro cuidar destas pessoas, tratar do cancro ou de outros problemas”, diz Jeffrey Lazarus, que participou numa conferência sobre o futuro dos sistemas nacionais de saúde, esta semana, no Porto.
    “Alguém terá de pagar ou as pessoas podem não viver. Se pode a Europa continuar a ter um sistema público de saúde? Claro que pode. Sei que estamos em tempo de crise, mas isso não pode significar abandonar os cuidados de saúde.”
    O também director do secretariado permanente do Health Systems Global avisa que “quando não criamos condições de saúde à população, mesmo em países desenvolvidos, as pessoas ficarão doentes e os custos da cura serão bem mais elevados” e a “factura será muito alta no futuro”.
    Em tempo de crise os cuidados de saúde têm uma importância ainda maior. Não criar condições para que toda a população tenha acesso ao básico pode potenciar um futuro cheio de problemas, afirma Henrique de Barros, director do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.
    “Em momentos de crise há repercussões, a médio prazo, muito marcadas no estado de saúde e sabemos também que isto se vai pagar, a médio prazo, com um abaixamento desses indicadores de saúde, a não ser que se faça rapidamente um esforço grande, sobretudo, assegurar que as pessoas que estão menos municiadas para utilizar sejam procuradas activamente.”
    Segundo o professor Henrique de Barros, devem ser os próprios serviços de saúde a procurar quem mais precisa de cuidados: “Nós já sabemos que as crianças, as pessoas mais velhas, mais pobres, os imigrantes, ou seja, aquelas pessoas que estão em situações de maior vulnerabilidade vão ter piores indicadores de saúde”.
    Henrique de Barros defende a importância da prevenção e considera que em tempo de crise é preciso usar e aplicar os parcos recursos naquilo que pode ser valorizado mais tarde.

     

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