RSS

Arquivo da Categoria: Esquizofrenia

O que é a Saúde Mental?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde mental como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere“.

Nesta definição, a “saúde mental” é entendida como um aspecto vinculado ao bem-estar, à qualidade de vida, à capacidade de amar, trabalhar e de se relacionar com os outros. Com esta perspectiva positiva, a OMS convida a pensar na saúde mental muito para além das doenças e das deficiências mentais.

Saúde-Mental

Porque é isto importante?

A OMS publicou recentemente um relatório sobre a importância de investimento na saúde mental. No relatório “Investing in Mental Health – Evidence for action”, a OMS explora os conceitos de saúde mental, qual a sua importância para a vida humana como um direito fundamental, e quais as direções que os governos podem seguir no sentido de alterar as políticas públicas.

“A saúde mental e o bem-estar são fundamentais para nossa capacidade coletiva e individual, como seres humanos de pensar, sentir, interagir uns com os outros, ganhar e aproveitar a vida. No entanto, atualmente a formação do capital mental individual e coletivo – especialmente nos estágios iniciais da vida – está a ser retido por uma série de riscos evitáveis ​​para a saúde mental, enquanto os indivíduos com problemas de saúde mental são desprezados, discriminados e negados direitos básicos, inclusive acesso aos cuidados essenciais.

Neste relatório, as razões potenciais para esta aparente contradição entre os valores humanos e ações sociais observados são explorados com vista a uma melhor formulação de medidas concretas que os governos e outras partes interessadas podem tomar para reformular as atitudes sociais e políticas públicas em torno da saúde mental.”

A pensar… a agir… de forma urgente!

Cumprimentos para todos

DG 2014

 

Etiquetas: ,

2014: Ano Europeu do Cérebro

O European Brain Council nomeou o ano 2014 como o Ano do Cérebro na Europa.

Esta iniciativa tem o apoio de mais de 200 organizações que representam doentes, comunidades científicas e profissionais de saúde, das várias disciplinas que se focam no estudo do cérebro. Para além de vários comissários europeus, o projeto também recebeu o apoio significativo e entusiasta por parte do Parlamento Europeu e dos Estados-membros da União Europeia.

Com o lançamento do ano do cérebro na Europa em 2014, pretende-se conseguir consciencializar e educar, alcançando um impacto significativo na modificação das percepções e redução dos estigmas.

O cérebro, porquê?

A estrutura mais complexa do universo encontra-se dentro de cada um de nós: o cérebro humano.

Com milhares de milhões de neurónios e uma quantidade incontável de redes de informação, apesar dos enormes progressos das neurociências nas últimas décadas, estamos longe de o compreender totalmente.

Além de fornecer a base de nossa personalidade, pensamentos, sentimentos e outras características humanas, o cérebro é também a origem de muitas doenças crónicas e incapacitantes, como é o caso das demências, com um enorme impacto na sociedade e que coloca uma crescente pressão sobre os sistemas de saúde, sobretudo à medida que as populações se tornam mais envelhecidas.

Aqui fica o link para a iniciativa: www.europeanbraincouncil.org

E um link para uma entrevista com o neurologista Alexandre Castro Caldas, a este propósito: RTP Play

E um documentário, da BBC, sobre a evolução do cérebro humano (em inglês, mas com legendas em português):

Um abraço a todos

Diogo Guerreiro

 

Etiquetas: , , ,

Vídeo

Um exemplo de coragem…

 

Etiquetas: ,

10 de Outubro – Dia Mundial da Saúde Mental

No dia 10 de Outubro comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental. A data, criada pela Federação Mundial para a Saúde Mental, tem como objetivo principal centrar a atenção pública na Saúde Mental global, como uma causa comum a todos os povos, para além de limites nacionais, culturais, políticos ou socioeconómicos.

Várias associações estão a organizar eventos, neste importante dia, como forma de captar a atenção do público para a importância de promover uma Boa Saúde Mental!

A Federação Nacional de Entidades de Reabilitação de Doentes Mentais (www.fnerdm.pt), como forma de assinalar este dia, convida todos a participarem na sua campanha de sensibilização e anti-estigma: “Mude a Sua Atitude Face à Doença Mental”!

Mude a Sua Atitude Face à Doença Mental

Esta campanha tem como objectivos:

  • Criar um símbolo de sensibilização face à Doença Mental;
  • Promover o debate e participação da população em geral em volta do tema da saúde e doença mental;
  • Promover o apoio às pessoas com doença mental assim como às suas famílias e entidades que trabalham nesta área.

simbolo mude a sua atitude

Para se juntar e apoiar a esta causa basta, durante o mês de Outubro, colocarem o símbolo desta campanha nas vossas fotos de perfis nas redes sociais (facebook, skype, messenger, etc.) que poderá ser acompanhada da Frase: “Neste mês de Outubro Apoie a Saúde Mental“.

Fica aqui o símbolo que podem descarregar para utilizar nas redes sociais.

Outra iniciativa que acho merecer destaque é a da DGS – Programa Nacional para a Saúde Mental, que promove uma iniciativa cultural nas áreas artísticas de pintura, fotografia e escultura, procedendo-se à inventariação, registo e divulgação nacional de património produzido por utentes de serviços de saúde mental, públicos e/ou sociais.

Para se garantir a qualidade da iniciativa contou-se com a colaboração de profissionais conceituados nas áreas artísticas referenciadas, sendo os totais de obras sinalizadas pelas instituições envolvidas de 1262 pinturas, 589 peças escultóricas e 328 fotografias! A par do levantamento, fixado num catálogo, far-se-á uma exposição nacional, a inaugurar no Dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro) no Museu Nacional Soares dos Reis (Porto), com o Alto Patrocínio do Secretário de Estado da Cultura, que, de 24 de outubro a 4 de novembro, transitará para o Museu do Oriente, em Lisboa. Ver mais em no site da DGS.

Hidden Pictures

A nível mais global, a Gulbenkian Global Mental Health Platform promove a visualização do filme premiado Hidden Pictures. Ligue-se no dia 10 de Outubro a  http://bit.ly/hidpicsfilm para ver o Hidden Pictures e junte-se ao diálogo global sobre Saúde Mental.

Não é possível haver Saúde sem Saúde Mental!

DG 2013

 

Etiquetas: , ,

E quando se está em Namek?

Namek (ナメック星, Namekku-sei) is a planet in a ternary star system, located at coordinates 9045XY. It is the home planet of Kami, King Piccolo, and Dende, along with other Namekians. The planet was destroyed by the wrath of Frieza on December 24th, Age 762. The Namekian people were relocated to New Namek after being refugees on Earth for roughly a year.

Namek (ナメック星, Namekku-sei) is a planet in a ternary star system, located at coordinates 9045XY. It is the home planet of Kami, King Piccolo, and Dende, along with other Namekians.

Deve ser estranho acordar um dia e “estar em Namek”.

Acorda-se a notar que algo de estranho ocorre à nossa volta, embora não se consiga perceber exatamente o quê. Caras familiares parecem esconder segundas intenções, os olhares são diferentes, uma sensação de constante vigilância invade todas as horas do dia. Começa-se a reparar em pequenos detalhes, as letras das matrículas parecem conjugar-se em significados ocultos, as músicas que passam na rádio dão a sensação de nos transmitir mensagens pessoais, determinados gestos de pessoas desconhecidas parecem indicar qualquer coisa. De uma maneira que é impossível de entender ouvem-se vozes, de amigos, de namoradas, de estranhos… em lugares onde não se vê ninguém. Ouvem-se até quando se está debaixo de água, falando entre si, comentando a nossa vida. Mais estranho que tudo isto é que parece que perdemos controlo de nós próprios, os pensamentos são induzidos através de estranhas ondas do planeta Namek, os movimentos parecem estar sob controlo remoto…

Este pequeno texto é um exemplo da vivência de uma pessoa que está a apresentar sintomas de uma psicose. Na realidade é baseado em relatos de alguns pacientes que sigo, inclusivamente de um deles, que esteve muito tempo num estado psicótico crónico e que finalmente se conseguiu controlar com a utilização de fármacos antipsicóticos. Como é habitual numa psicose, existe um “desligamento” com a realidade, os doentes não compreendem que estão doentes e aceitam estas estranhas realidades sem duvidar. Felizmente este meu doente percebe quando começa a ficar pior e avisa-me que está a começar “a viajar em Namek” (e assim conseguimos travar viagens mais prolongadas!).

O que pode causar uma “Psicose”?

O termo psicose refere-se a um conjunto de sintomas, em que o principal organizador é a perda de contacto com a realidade. Múltiplas doenças e perturbações podem apresentar-se como psicose, estas são as mais frequentes:

  • Esquizofrenia: tem habitualmente o seu começo na adolescência tardia e só muito raramente aparece antes da puberdade. É uma doença crónica, que afecta cerca de 1% da população, apresenta múltiplos sintomas psicóticos.
  • Depressão: em casos graves de depressão é possível apresentar sintomas psicóticos.
  • Doença bipolar: tanto na depressão, como na fase de mania é possível estar psicótico.
  • Drogas: A causa mais frequente de psicose durante a adolecência é o abuso de drogas. O abuso de drogas como Cannabis (Marijuana), LSD (Ácidos), Metanfetaminas (Speeds, Pastilhas), Ectasy e Cocaína (crack), pode levar ao aparecimento de um quadro psicótico, por vezes prolongado e que pode evoluir para Esquizofrenia.
  • Doenças orgânicas: como tumores, encefalites ou determinadas alterações hormonais.
  • Demência: vários tipos de demência podem cursar com sintomas psicóticos, mesmo em fases iniciais.
  • Abstinência de álcool: muitas vezes pessoas com alcoolismo crónico, ao deixarem de beber repentinamente podem ter sintomatologia psicótica.
  • Epilepsia: nomeadamente a epilepsia do lobo temporal pode cursar com sintomas psicóticos.

O que fazer?

Muitas vezes, as pessoas que sofrem de psicose não reconhecem que estão doentes, muitos não irão pedir ajuda pois têm medo de ser rotulados como “malucos”. Se conhece alguém que pensa estar psicótico, deve levar essa pessoa a um profissional de saúde o mais rapidamente possível.

DG 2013

 

Etiquetas: ,

Histórias sussurradas no gabinete do Psiquiatra #1

old_man_talking_to_doctorAntes de mais, um aviso à navegação! Estas histórias sussuradas, são mesmo isso, um silencioso, íntimo, sussurro, que surge apenas nas condições ideais e mesmo assim, só muito raramente. Devem ser tratadas com o devido respeito, por mais bizarros ou até cómicos que estes sussurros possam ser.

Estes sussurros têm uma beleza inata, que nada tem que ver com o reino das ciências biológicas, ou com o principado da categorização de sintomas e doenças, eventualmente encontraremos no reino das artes, disciplinas que os poderão apreciar em todo o seu esplendor.

Um médico Psiquiatra escuta muitas coisas, ouve muitas histórias, confiam-lhe coisas inimagináveis (e que muitas vezes pouco estão relacionadas com a doença que originou a consulta)… mas quanto melhor for a relação entre o paciente e o seu Psiquiatra, maior a probabilidade de escutar uma história bem diferente: um sussuro.

Estas histórias sussuradas na maior intimidade são de vários tipos. Bem me lembro de um antigo e querido doente meu que me sussurou um dia ser “o oficial de comunicações da humanidade” e que não poderia dormir à noite pois “os sacanas” trabalhavam sobretudo a essa hora – um homem doente, mas com o dever de nos salvar a todos, alguém que precisava de protecção mas que não desistia da sua função vital. Neste sussuros vejo para além da doença, vi o bom deste meu doente, a resiliência, a motivação, o instinto protector dos seus… alguém que queria proteger a humanidade. Das raras vezes que desligava era um avô carinhoso que se esmerava a tomar conta do seu jardim no Alentejo.

Quantas destas pessoas poderemos esperar encontrar na nossa vida? Se este meu paciente não tivesse tido o azar de ter uma esquizofrenia seria um grande homem, mais ainda do que o que já é.

Outra doente, um pouco mais jovem, sussurou-me que “se se deixasse de cortar a única coisa que tinha era um grande vazio”, que “se matava para se sentir viva“… estes sussurros são fundamentais para o processo de cura. Tanto tempo perdemos a tentar parar que se corte ou que deixe de fazer tentativas de suicídio e tão pouco tempo dedicamos “ao grande vazio”. Estes sussurros, resultado de uma relação que funciona a nível terapêuta-paciente, são do mais valioso que existe…

Esta é a razão pela qual demoramos muito tempo a ver doentes (somos a especialidade com consultas mais demoradas: em média 45mn-1h para um primeira consulta e cerca de 30mn para as seguintes) e pela qual os queremos ver com frequência (semanal, mensal, nunca mais que trimestral)… Só assim estão encaixadas as peças para que possamos ouvir o “sussurro perfeito”, aquele que fará com que o seguimento e o tratamento tenham sucesso, que seja mais rápido e eficaz.

Quando se fazem consultas com ouvidos (e mente, já agora) fechados, quando se fazem consultas de 15 minutos a alguém que não conhecemos de lado nenhum ou de 5 minutos simplesmente “está melhor? está pior? Então é este medicamento.”, neste caso estamos a meio caminho da cronificação dos casos, das pessoas “que nunca melhoram” e “a quem já fizemos tudo”.

Nos últimos tempos em que trabalhei num serviço público tinha gestores, chefes, a pressionarem-me para ver doentes em escassos minutos, “para despachar trabalho”, não haviam técnicos suficientes, haviam pacientes sem consultas há anos e que só os conseguia ver passados 6 meses (por mais malabarismo que fizesse)… Durante este período foram raros os sussurros que ouvi. Sentia-me muito frustrado, pois sem esta frágil ligação sabia que as coisas nunca poderiam passar do razoável (no melhor dos casos).

Foquei-me agora na medicina tradicional de consultório: um médico, um doente, sem interferências. Em conjunto decidimos o tempo da consulta e as marcações, não há confusão… apenas relação em construção e, quem sabe, espero ter vários sussurros no futuro que aí vem, melhorando-me a mim próprio e ajudando o paciente a encontrar o seu caminho para sair da doença mental.

Este primeiro sussurro é só uma introdução ao tema, acho que será interessante por no blog algumas frases/ casos clínicos, em que nunca irei identificar o doente e que poderão dar azo a novas ideias para discutirmos e para nos livrarmos de muitos preconceitos que carregamos… até lá!

Um abraço e obrigado a todos aqueles que comigo já sussuram… não há nada mais motivador, obrigado!

DG 2013

 

Etiquetas: , ,

Como odeio quando utilizam a palavra esquizofrenia para tudo e mais alguma coisa!

FuriosoA esquizofrenia é uma das mais graves doenças psiquiátricas, que mais sofrimento trás aos doentes e aos seus familiares, cujo o tratamento é difícil e que tanto prejuízo causa a nível pessoal, profissional, familiar e social. Não vou falar muito sobre o que é a esquizofrenia, mas quero apenas referir que é uma doença mental que afecta cerca de 1% da população. Surge geralmente numa idade jovem (final da adolescência início da idade adulta). Tem 3 grupos principais de sintomas:

  • Sintomas positivos: comportamentos e pensamentos que não era suposto existirem, como ideias delirantes, alucinações e desorganização do pensamento.
  • Sintomas negativos: sintomas que determinam uma diminuição da actividade normal, como apatia, anedonia, abulia (basicamente estes três termos implicam diminuição da motivação, vontade e prazer em fazer coisas), embotamento afectivo (incapacidade de modular as emoções) e lentificação do pensamento.
  • Sintomas cognitivos: os mais comuns são a falta de atenção e concentração e o prejuízo da memória. Estas alterações podem ocorrer mesmo antes do primeiro surto da doença (numa fase que chamamos pródromo) e agravar-se ao longo da doença. Estes doentes têm dificuldade em planear e executar tarefas, em tomar decisões e mesmo a nível de linguagem poderão existir dificuldades.

Para mais informações sobre a doença (esquizofrenia) consultar este link.

Infelizmente o termo “esquizofrenia” é provavelmente uma das palavras que pior se utiliza. A palavra significa literalmente “mente dividida”. O Psiquiatra que cunhou este termo, Eugen Bleuler (1911-1950) pretendia que esta palavra descrevesse “a quebra com a realidade causada pela desorganização de várias funções da mente, tal como o pensamento ou os afectos, que nestes doentes não funcionavam correctamente em conjunto”. No entanto muitas pessoas utilizam frases como “sinto-me esquizofrénico” quando têm “mixed feelings” acerca de algo: “gosto desta pessoa, não gosto desta pessoa”; “quero fazer isto ou não quero?”, etc.

Mas mais grave do que isto são pessoas com responsabilidades elevadas utilizarem o termo esquizofrenia por tudo e por nada, tais como jornalistas e políticos, revelando uma enorme falta de respeito pelo sofrimentos destes doentes e familiares, que já são altamente estigmatizados e vítimas de preconceito.

São lamentáveis frases que aparecem na comunicação social e na internet tais como:

A chamada “silly season” atacou mais uma vez o país nesta fase do ano. Para não variar. Embora os sintomas, desta vez, levem à suspeita de uma afetação adicional: a da esquizofrenia. Não houve um só bicho-careta incapaz de comentários epidémicos originários da crise política gerada a partir de uma coligação governamental alvo de amuos, traições e piruetas. – Por Fernando Santos, no JN de 2013-07-08

O líder parlamentar do PS considerou esta quarta-feira que o Governo e o PSD revelam sinais de “esquizofrenia política” – Por Carlos Zorrinho, citado no CM de 2012-10-31

Ministério da Educação sofre de esquizofrenia política – Por  Mário Nogueira, na TVI24 a 2012-07-13

Um país esquizofrénico – Por José Gomes André, titulo de post no blog Delito de Opinião em 2013-02-03.

A meu ver isto revela uma clara falta de respeito pelos doentes, famílias e técnicos de saúde que trabalham com estes doentes! Não haverá palavras melhores? Menos discriminatórias?

Digam que o governo é incompetente, incoerente, ineficaz; gritem que determinada medida é ridícula, não faz sentido ou mesmo… é uma *****!! Mas por favor parem de aumentar o preconceito contra os doentes mentais!! É uma questão de moral.

…Isto é uma daquelas coisas que me deixa furioso (daí a imagem escolhida).

Um abraço furioso a todos (e espero que alguém leia este apelo).

DG 2013

 

Etiquetas: , , , ,

 
%d bloggers like this: