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10 de Outubro – Dia Mundial da Saúde Mental

No dia 10 de Outubro comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental. A data, criada pela Federação Mundial para a Saúde Mental, tem como objetivo principal centrar a atenção pública na Saúde Mental global, como uma causa comum a todos os povos, para além de limites nacionais, culturais, políticos ou socioeconómicos.

Várias associações estão a organizar eventos, neste importante dia, como forma de captar a atenção do público para a importância de promover uma Boa Saúde Mental!

A Federação Nacional de Entidades de Reabilitação de Doentes Mentais (www.fnerdm.pt), como forma de assinalar este dia, convida todos a participarem na sua campanha de sensibilização e anti-estigma: “Mude a Sua Atitude Face à Doença Mental”!

Mude a Sua Atitude Face à Doença Mental

Esta campanha tem como objectivos:

  • Criar um símbolo de sensibilização face à Doença Mental;
  • Promover o debate e participação da população em geral em volta do tema da saúde e doença mental;
  • Promover o apoio às pessoas com doença mental assim como às suas famílias e entidades que trabalham nesta área.

simbolo mude a sua atitude

Para se juntar e apoiar a esta causa basta, durante o mês de Outubro, colocarem o símbolo desta campanha nas vossas fotos de perfis nas redes sociais (facebook, skype, messenger, etc.) que poderá ser acompanhada da Frase: “Neste mês de Outubro Apoie a Saúde Mental“.

Fica aqui o símbolo que podem descarregar para utilizar nas redes sociais.

Outra iniciativa que acho merecer destaque é a da DGS – Programa Nacional para a Saúde Mental, que promove uma iniciativa cultural nas áreas artísticas de pintura, fotografia e escultura, procedendo-se à inventariação, registo e divulgação nacional de património produzido por utentes de serviços de saúde mental, públicos e/ou sociais.

Para se garantir a qualidade da iniciativa contou-se com a colaboração de profissionais conceituados nas áreas artísticas referenciadas, sendo os totais de obras sinalizadas pelas instituições envolvidas de 1262 pinturas, 589 peças escultóricas e 328 fotografias! A par do levantamento, fixado num catálogo, far-se-á uma exposição nacional, a inaugurar no Dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro) no Museu Nacional Soares dos Reis (Porto), com o Alto Patrocínio do Secretário de Estado da Cultura, que, de 24 de outubro a 4 de novembro, transitará para o Museu do Oriente, em Lisboa. Ver mais em no site da DGS.

Hidden Pictures

A nível mais global, a Gulbenkian Global Mental Health Platform promove a visualização do filme premiado Hidden Pictures. Ligue-se no dia 10 de Outubro a  http://bit.ly/hidpicsfilm para ver o Hidden Pictures e junte-se ao diálogo global sobre Saúde Mental.

Não é possível haver Saúde sem Saúde Mental!

DG 2013

 

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Kurt Cobain: o que raio se passou?

kurt_cobainKurt Donald Cobain, nascido em Aberdeen a 20 de Fevereiro de 1967 foi um cantor, compositor e músico, famoso por ter sido o fundador, vocalista e guitarrista da banda grunge Nirvana.

Um génio musical sem dúvida, mas atormentado por… sabe-se lá o quê!?… Sabe-se que era um consumidor de drogas pesadas e abusava de álcool, que foi diagnosticado em criança com perturbação de défice de atenção e hiperactividade, sabe-se que escreveu uma música genial chamada “lithium” (o principal medicamento para tratar a doença bipolar). Sabe-se que se suicidou em 1994 deixando um legado musical de excelência e uma legião de fãs em choque.

Existem dúvidas se sofria ou não de doença bipolar, apesar da música “lithium” nunca se provou que este tomasse este fármaco ou que fosse seguido por algum Psiquiatra. Na realidade existem muitas “personalidades famosas” que se pensa sofrerem (ou terem sofrido) de doença bipolar: Jean-Claude Van Damme; Sinéad O’Connor; Vincent van Gogh; Virginia Woolf;Catherine Zeta-Jones; Abraham Lincoln; Agatha Christie; Charles Dickens; F. Scott Fitzgerald; Leon Tolstoy; Peter Tchaikovsky; Victor Hugo; etc.

É inegável que há muitos génios com doença bipolar: políticos, músicos, escritores, actores, etc. Mas a relação não é tão directa como parece. Pois quando a doença evolui descontroladamente a tendência é perder capacidades, assim como há também bipolares sem criatividade aumentada.

De um ponto de vista evolutivo parece que os genes responsáveis pela doença bipolar são vantajosos no que refere à criatividade, sobretudo quando não se expressam totalmente (ou seja não levam à doença mas sim a uma coisa chamada “temperamento ciclotímico”) o único problema é que quando surge a doença e esta não é tratada podemos ter consequências terríveis (como possivelmente aconteceu no caso de Kurt Cobain).

(Ver mais neste artigo)

Será que se poderia ter feito alguma coisa?… será que ainda poderíamos contar com génios cuja vida acabou precocemente devido a uma eventual doença mental não tratada?

DG 2013

 

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Guia para um final feliz

guia p final felizSó recentemente vi o filme “Silver Linings Playbook” (ou “Guia para um final feliz”), uma obra a meu ver muito feliz, com óptimas actuações, destacando-se claramente a Jennifer Lawrence que ganhou o Oscar de melhor actriz principal.

Retrata a história de um indivíduo com uma suposta doença bipolar, o Pat (Bradley Cooper). O filme inicia-se com o seu regresso a casa após um internamento de origem judicial por agressão ao amante da sua ex-mulher. Logo nas primeiras cenas o cenário é de “caos familiar“, para além de Pat, vários elementos são retratados pela presença de sintomas psiquiátricos. O pai (Robert DeNiro) apresenta traços obsessivo-compulsivos caracterizados por jogo patológico, superstições (ou pensamento mágico em jargão psiquiátrico) e algumas dificuldades no controlo da raiva. A mãe (Jacki Weaver) é uma mulher passiva, que tenta em vão equilibrar a instabilidade do filho e do marido através de sorrisos forçados e comidas caseiras.

Como seria de esperar esta família acaba por “rebentar”, numa cena muito realista em que o pai e o filho entram em conflito físico e em que a mãe é acidentalmente magoada. É a partir desta base, como qualquer bom filme de Hollywood, que o filme parte numa sequência de eventos que irão levar ao tão procurado final feliz!

Um elemento externo surge nesta família, a Tiffany (Jennifer Lawrence), que é também uma personagem atormentada pelo fantasma da morte do ex-namorado que morreu num acidente de viação durante o qual ela ia a conduzir, que acaba por representar os indivíduos com processos de luto patológico (com sentimentos de culpa marcados, incapacidade para seguir em frente e alguns sintomas de stress pós-traumático – que se expressam bem na sua incapacidade para conseguir ligar-se a outro homem).

As representações das doenças psiquiátricas neste filme são razoáveis, o diagnóstico de bipolaridade ao olhar de um psiquiatra parece duvidoso, manifestando-se apenas por comportamentos agressivos e crises de irritabilidade. No entanto o filme foca coisas muito importantes como a necessidade de um seguimento adequado, com um médico em quem se confia (e como isso pode ser difícil no inicio), foca a importância e dificuldade de tomar medicação psiquiátrica, etc. Não levanta muitos preconceitos relativos à psiquiatria (aliás o Médico Psiquiatra até se torna amigo do Pat) o que é bom.

Mas na realidade o que interessa isso? É um filme bem disposto, em que se mostra como em alturas de crise lutar por um objectivo, aceitar ajuda de amigos e da família e, não desistir, podem levar aquilo a que todos procuramos: Um final feliz!

(e a cena final no concurso de dança é espectacular!!)

Recomendo

DG 2013

PS: Para ler mais sobre doença bipolar: http://www.alterstatus.com/pt/doenca-bipolar

 

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