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Arquivo de etiquetas: Crise e Saúde Mental

Divulgação: Petição “Orçamento e respostas para a Saúde Mental”

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Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar a petição: «URGENTE – Orçamento e respostas para a Saúde Mental» no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT83322

Pessoalmente concordo com esta petição e cumpro com o dever de a fazer chegar ao maior número de pessoas, que certamente saberão avaliar da sua pertinência e actualidade.

Agradeço que subscrevam a petição e que ajudem na sua divulgação para os vossos contactos.

Obrigado.

DG 2016

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E se as doenças “normais” fossem tratadas como a depressão?

se as doenças "normais" fossem tratadas como a depressão

Infelizmente isto acontece mesmo… As frase que os meus doentes com depressão dizem ouvir de familiares, amigos, conhecidos, colegas, são exactamente estas (sem tirar, nem por… com excepção do sotaque brasileiro). Já imaginou o que estes sentem?

A depressão não é uma situação que se possa resolver de forma voluntária, as pessoas deprimidas não conseguem simplesmente controlar os seus pensamentos e atitudes e ficar melhores.

Urge lutar contra este estigma e preconceito!

Mais sobre depressão aqui: https://reflexoesdeumpsiquiatra.com/2013/09/06/e-quando-ficamos-deprimidos

Abraços

DG 2014

 

 

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2014: Ano Europeu do Cérebro

O European Brain Council nomeou o ano 2014 como o Ano do Cérebro na Europa.

Esta iniciativa tem o apoio de mais de 200 organizações que representam doentes, comunidades científicas e profissionais de saúde, das várias disciplinas que se focam no estudo do cérebro. Para além de vários comissários europeus, o projeto também recebeu o apoio significativo e entusiasta por parte do Parlamento Europeu e dos Estados-membros da União Europeia.

Com o lançamento do ano do cérebro na Europa em 2014, pretende-se conseguir consciencializar e educar, alcançando um impacto significativo na modificação das percepções e redução dos estigmas.

O cérebro, porquê?

A estrutura mais complexa do universo encontra-se dentro de cada um de nós: o cérebro humano.

Com milhares de milhões de neurónios e uma quantidade incontável de redes de informação, apesar dos enormes progressos das neurociências nas últimas décadas, estamos longe de o compreender totalmente.

Além de fornecer a base de nossa personalidade, pensamentos, sentimentos e outras características humanas, o cérebro é também a origem de muitas doenças crónicas e incapacitantes, como é o caso das demências, com um enorme impacto na sociedade e que coloca uma crescente pressão sobre os sistemas de saúde, sobretudo à medida que as populações se tornam mais envelhecidas.

Aqui fica o link para a iniciativa: www.europeanbraincouncil.org

E um link para uma entrevista com o neurologista Alexandre Castro Caldas, a este propósito: RTP Play

E um documentário, da BBC, sobre a evolução do cérebro humano (em inglês, mas com legendas em português):

Um abraço a todos

Diogo Guerreiro

 

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Como odeio quando utilizam a palavra esquizofrenia para tudo e mais alguma coisa!

FuriosoA esquizofrenia é uma das mais graves doenças psiquiátricas, que mais sofrimento trás aos doentes e aos seus familiares, cujo o tratamento é difícil e que tanto prejuízo causa a nível pessoal, profissional, familiar e social. Não vou falar muito sobre o que é a esquizofrenia, mas quero apenas referir que é uma doença mental que afecta cerca de 1% da população. Surge geralmente numa idade jovem (final da adolescência início da idade adulta). Tem 3 grupos principais de sintomas:

  • Sintomas positivos: comportamentos e pensamentos que não era suposto existirem, como ideias delirantes, alucinações e desorganização do pensamento.
  • Sintomas negativos: sintomas que determinam uma diminuição da actividade normal, como apatia, anedonia, abulia (basicamente estes três termos implicam diminuição da motivação, vontade e prazer em fazer coisas), embotamento afectivo (incapacidade de modular as emoções) e lentificação do pensamento.
  • Sintomas cognitivos: os mais comuns são a falta de atenção e concentração e o prejuízo da memória. Estas alterações podem ocorrer mesmo antes do primeiro surto da doença (numa fase que chamamos pródromo) e agravar-se ao longo da doença. Estes doentes têm dificuldade em planear e executar tarefas, em tomar decisões e mesmo a nível de linguagem poderão existir dificuldades.

Para mais informações sobre a doença (esquizofrenia) consultar este link.

Infelizmente o termo “esquizofrenia” é provavelmente uma das palavras que pior se utiliza. A palavra significa literalmente “mente dividida”. O Psiquiatra que cunhou este termo, Eugen Bleuler (1911-1950) pretendia que esta palavra descrevesse “a quebra com a realidade causada pela desorganização de várias funções da mente, tal como o pensamento ou os afectos, que nestes doentes não funcionavam correctamente em conjunto”. No entanto muitas pessoas utilizam frases como “sinto-me esquizofrénico” quando têm “mixed feelings” acerca de algo: “gosto desta pessoa, não gosto desta pessoa”; “quero fazer isto ou não quero?”, etc.

Mas mais grave do que isto são pessoas com responsabilidades elevadas utilizarem o termo esquizofrenia por tudo e por nada, tais como jornalistas e políticos, revelando uma enorme falta de respeito pelo sofrimentos destes doentes e familiares, que já são altamente estigmatizados e vítimas de preconceito.

São lamentáveis frases que aparecem na comunicação social e na internet tais como:

A chamada “silly season” atacou mais uma vez o país nesta fase do ano. Para não variar. Embora os sintomas, desta vez, levem à suspeita de uma afetação adicional: a da esquizofrenia. Não houve um só bicho-careta incapaz de comentários epidémicos originários da crise política gerada a partir de uma coligação governamental alvo de amuos, traições e piruetas. – Por Fernando Santos, no JN de 2013-07-08

O líder parlamentar do PS considerou esta quarta-feira que o Governo e o PSD revelam sinais de “esquizofrenia política” – Por Carlos Zorrinho, citado no CM de 2012-10-31

Ministério da Educação sofre de esquizofrenia política – Por  Mário Nogueira, na TVI24 a 2012-07-13

Um país esquizofrénico – Por José Gomes André, titulo de post no blog Delito de Opinião em 2013-02-03.

A meu ver isto revela uma clara falta de respeito pelos doentes, famílias e técnicos de saúde que trabalham com estes doentes! Não haverá palavras melhores? Menos discriminatórias?

Digam que o governo é incompetente, incoerente, ineficaz; gritem que determinada medida é ridícula, não faz sentido ou mesmo… é uma *****!! Mas por favor parem de aumentar o preconceito contra os doentes mentais!! É uma questão de moral.

…Isto é uma daquelas coisas que me deixa furioso (daí a imagem escolhida).

Um abraço furioso a todos (e espero que alguém leia este apelo).

DG 2013

 

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Medicina, empatia e “estúpidas barreiras”

Empatia, é provavelmente a mais importante característica de qualquer técnico de Saúde.

O termo empatia é atribuído ao filósofo Theodor Lipps. O desenvolvimento deste conceito nas ciências psíquicas começou por Karl Jaspers, em sua obra Psicopatologia Geral (em 1913). Nesta obra, propõe que o psiquiatra, ao invés de interpretar, deve “apresentar de maneira viva, analisar em suas inter-relações, delimitar, distinguir do modo mais preciso possível e designar com termos fixos os estados psíquicos que os pacientes realmente vivenciam”

O Professor Doutor José Caldas de Almeida, director da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa define-a da seguinte forma (1): “A compreensão empática deriva da capacidade do médico se colocar na pele do doente e de o tentar conhecer melhor, recorrendo ao conhecimento que tem de si próprio”.

Por vezes sinto que o sistema actual cada vez menos valoriza esta característica. Só vejo preocupações com números, com contenção de despesas, com redução do tempo das consultas. Tantas vezes este processo é inibido pelos contextos, como a falta de privacidade em muitas unidades de saúde (sobretudo em urgências) e pelas fortes pressões de gestores que de empatia percebem zero.

Vejo muitas pessoas a queixar-se que os seus Médicos “não os ouvem”, “que não compreendem o seu sofrimento”, “que os querem despachar”… Infelizmente isto acontece cada vez mais. Mas não creio que a culpa seja fundamentalmente dos técnicos de saúde (claro que há sempre “ovelhas ranhosas”), mas sim fruto desta aceleração constante, da primazia dos números em relação à pessoa e do excesso de stress que a todos afecta.

Como pode haver capacidade de empatia num médico após 24h de urgência ? Ou que trabalha em sítios sem condições mínimas, com falta de pessoal, com falta de material, com os gestores sempre a pressionar para gastar cada vez menos e para passarem menos tempo com os doentes?

Vivemos tempos difíceis. Pode ser a minha visão parcelar, mas eu acredito muito que os médicos e os outros técnicos de saúde se esforçam muito e que não têm dúvidas que a empatia é o pilar de qualquer seguimento e tratamento bem sucedido.

Mas aqui deste lado desta “estúpida barreira” que foi criada entre médicos e doentes, as coisas não estão fáceis. Todos os dias saem notícias que visam culpar os médicos por tudo o que corre mal nos hospitais e centros de saúde, todos os dias saem notícias sobre um esquema de corrupção que envolve algum médico (habitualmente no meio de vários outros parceiros de outras áreas) e logo se generaliza “estes médicos são todos uns corruptos”. Este constante bombardeamento de notícias que visam tornar os médicos num “bode expiatório” para a visível degradação dos cuidados de saúde em Portugal fortalecem a “estúpida barreira”. Tornam os doentes e os médicos mutuamente desconfiados. Por exemplo:

– Médico: “Será que este tipo me vai por um processo, isto agora acontece tanto?”… “Será que me vai tratar com duas pedras na mão?”… “Será que vai ser agressivo comigo?”.

– Doente: “Será que este tipo me vai tratar mal?” … “Será que é daqueles médicos corruptos e baldas?”… “Será que este médico vai mesmo fazer tudo para me ajudar?”.

Como pode existir uma relação empática nestas condições? Não pode.

empathyInterrogo-me e penso muito acerca da forma de dar a volta a este problema. Talvez fosse importante mudar o foco para os principais “players: os políticos, os gestores hospitalares, o Ministro da Saúde, a Troika. Talvez fosse importante derrubar esta “estúpida barreira” e voltarmos a trabalhar em conjunto: os técnicos de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, etc.) e os doentes e seus familiares.

Porque precisamos todos uns dos outros e porque é tão melhor trabalhar em versão empatia.

Deixo esta minha reflexão com esperança que um dia as coisas mudem para melhor.

Abraços a todos

DG 2013

(1): Referencia bibliográfica: Caldas de Almeida JM. Intervenção psicoterapêutica em clínica geral. In: Caldas de Almeida JM, Machado Nunes J, Carraça I, editores. Saúde Mental na Prática do Clínico Geral. Edições do Instituto de Clínica Geral da Zona Sul, Lisboa; 1994; p.113-120

 
2 Comentários

Publicado por em 27 de Junho de 2013 em Reflexão geral

 

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Preocupante…

worry-wartsEstou preocupado (já o tinha referido num anterior post) e acho que todos deveríamos estar preocupados com este assunto: as consequências da crise na Saúde (mental e não só) e quais as medidas que realmente se têm tomado para minimizar as mesmas.

Deixo duas referências que podem ajudar nesta reflexão (uma notícia e os dados de um relatório, ambos muito recentes).

1) Notícia retirada do site do Expresso, de 18 de Junho de 2013

Doentes mentais faltam a consultas e diminuem ou abandonam medicação

O coordenador nacional para a saúde mental afirmou hoje que as pessoas com problemas crónicos nesta área têm faltado mais do que era comum às consultas e, em alguns casos, diminuíram ou abandonaram a medicação por carência económica.

Álvaro de Carvalho falava à agência Lusa à margem da apresentação do Relatório da Primavera 2013 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), que hoje decorreu em Lisboa.

“Tenho falado com colegas que são os diretores dos departamentos de psiquiatria e saúde mental dos hospitais gerais – que já são cerca de 40 — para saber qual a situação”, explicou.

Nessa “avaliação relativamente informal”, o psiquiatra apurou que “sobretudo as pessoas com problemas crónicos e tendencialmente incapacitantes de saúde mental estão a faltar mais do que era comum às consultas”.

“Em alguns casos, esses doentes abandonaram ou diminuíram significativamente as medicações”, disse, alertando para os riscos de descompensação que essas pessoas correm.

Segundo Álvaro de Carvalho, a situação também se regista em outras áreas da saúde e “é fruto da carência económica em geral e do agravamento do custo dos transportes”.

“Temos um conjunto de fatores que são consequência da crise económica e social que vem agravar a qualidade do estado de saúde e potencialmente agravar o estado de saúde individual dessas pessoas, uma vez que a paragem da medicação ou uma medicação apenas parcial vai pôr em causa a boa evolução que havia até aí”, sublinhou.

Relativamente aos dados apresentados pelo OPSS referentes à Unidade Local de Saúde do Alto Minho, onde se verificou, de 2011 para 2012, um acréscimo no diagnóstico de depressão de 30 por cento para os homens e 31 por cento para as mulheres, o psiquiatra classificou-os de “fenómenos previsíveis”.

Nessa Unidade Local de Saúde, registou-se um acréscimo de 35 por cento para os homens e 47 por cento para as mulheres de tentativas de suicídio.

O especialista em saúde mental sublinha que, tendo em conta a origem da descompensação destas pessoas, nomeadamente o desemprego, não será o recurso aos serviços de saúde a resolver o problema.

“A intervenção clínica pode minimizar, mas não vai à causa do problema, que é obviamente extra saúde”, adiantou.

2) Relatório Primavera 2013: “duas faces da saúde” do Observatório Português dos Sistemas de Saúde. Podem ver aqui: http://www.observaport.org/rp2013.

Algumas passagens relevantes:

Página 30: O aumento da ansiedade e depressão em Portugal tem vindo a ser identificado por diferentes fontes: questionários sobre as perceções dos profissionais e registos clínicos dos médicos de família.

Página 46: Estudos que analisaram dados de 26 países da União Europeia (UE), entre 1970 e 2007 concluíram que, nos indivíduos com idades inferiores a 65 anos, cada aumento de 1% na taxa de desemprego estava associada a uma subida de 0,79% na taxa de suicídio. Para aumentos superiores a 3%, na taxa de desemprego este impacte era mais significativo, com uma subida de 4,45% na taxa de suicídios e de 28% nas mortes decorrentes do consumo excessivo de álcool

Página 50: Em Portugal, não são conhecidos estudos que avaliem o impacte da crise na saúde mental das pessoas.

Página 101: São visíveis os efeitos da crise (pouco monitorizados e avaliados), não só na saúde da população, mas também no sistema de saúde, agravados pela ausência de apoio àqueles que são os projetos estratégicos, de médio e longo prazo, deste setor.

Página 102: Durante os últimos 4 anos, nos quais o OPSS tem realizado análises precisas, independentes e periódicas, identificando, recolhendo e produzindo informação e conhecimento sobre a evolução do sistema de saúde português e dos seus condicionantes, tem também chamado anualmente, a atenção para a “crise e a saúde”, através de relatórios detalhados – elaborados com recursos muito escassos – não existe ainda em Portugal um diagnóstico oficial sobre esta matéria, a partir do qual seja possível organizar no terreno uma resposta adequada aos efeitos da crise na saúde. (…) Não seria de esperar que o Ministério da Saúde realizasse um diagnóstico e monitorizasse os efeitos da crise na saúde e que por sua vez, o OPSS analisasse e criticasse as medidas implementadas e os seus resultados? Não existindo esse diagnóstico, não temos respostas atempadas, não temos respostas integradas e não temos naturalmente respostas eficazes. Isso é preocupante.

paulomacedosantinhodosd

Para pensar… Será que o Ministro da Saúde, que de tão boa fama goza, está realmente a fazer um bom trabalho?

Um abraço
DG 2013

 

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Crise e Saúde Mental

Muitas pessoas atravessam momentos dramáticos. Factores como o desemprego, o aumento da pobreza, os cortes nos serviços públicos, afectam grandemente a Saúde Mental das pessoas.

pobrezaVárias investigações revelam que as pessoas que estão em situação de desemprego, de empobrecimento ou de crise familiar (que tantas vezes se associa aos problemas económicos) têm um risco significativamente maior de apresentar problemas de Saúde Mental, como depressão, abuso de álcool ou mesmo de suicídio.

Ainda para mais este problema é “uma pescadinha de rabo na boca“: a crise afecta a Saúde Mental das pessoas e as pessoas com estes problemas apresentam como consequência diminuição da sua produtividade, afectando o desenvolvimento económico.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (ver aqui) os países em crise devem tomar medidas para proteger as suas populações destes riscos. As medidas sugeridas incluem:

  • programas que estimulem o mercado laboral, ajudando as pessoas a manter ou a recuperar com rapidez os seus empregos;
  • medidas de apoio às famílias;
  • restrições na disponibilidade de álcool;
  • medidas de aumento da acessibilidade de serviços de Saúde Mental.

Esta situação preocupa-me grandemente e, infelizmente, vejo no dia a dia cada vez mais pessoas afectadas por este problema… o que não vejo são os nossos governantes preocupados com isto… o que não vejo é nenhuma das medidas sugeridas pela OMS serem aplicadas. O que vejo são pessoas frágeis, desprotegidas e desamparadas, sem apoios e sem acesso a cuidados de saúde (que são cada vez mais submetidos a cortes orçamentais e que, apesar do esforço dos seus profissionais, se apresentam no limite das suas capacidades).

DG 2013

 

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