Não é apenas a violência que me inquieta, mas a desumanização que a antecede.
As guerras não começam com bombas. Começam de forma mais subtil, com expressões como: “Eles… essa gente… não são como nós”.
Quando o outro deixa de ser uma pessoa e passa a ser um rótulo, a empatia diminui. E sem empatia, quase tudo se torna justificável.
A polarização dá uma sensação confortável de certeza moral.
Mas excesso de certezas, leva a simplificações e generalizações. Ter muitas certezas não é inteligência: é estupidez!
São os homens com muitas certezas que carregam nos gatilhos. Que não pensam duas vezes na dor que podem provocar. Sem questionar, repetem frases como: “Nós temos a razão e os outros são os maus”.
Normalizar violência, mesmo que “só” verbal ou psicológica, tem um custo. Viver num ambiente constantemente hostil, agressivo e indignado corrói a saúde mental, as relações e a empatia.
O problema não é discordarmos. É deixarmos de reconhecer humanidade no outro.
Porque, quando isso acontece, a guerra já começou: mesmo que ainda não haja tiros.
Abraço
Diogo Guerreiro








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