Nas últimas semanas, muitos pacientes têm-me dito o mesmo:
“Este tempo deixa-me mais em baixo.”
“Parece que me custa mais levantar.”
“Sinto-me mais lento, mais apagado.”
E isto não é apenas uma impressão subjectiva.

A ciência mostra que a redução prolongada da luz solar pode influenciar vários sistemas envolvidos no humor:
👉 Desregulação do ritmo circadiano.
👉 Alterações na secreção de melatonina e serotonina.
👉 Redução dos níveis de vitamina D.
Todos estes têm impacto na energia, motivação, qualidade do sono e humor.
Em alguns, este efeito é ligeiro e transitório. Noutros, sobretudo em quem já tem vulnerabilidade depressiva ou ansiosa, pode traduzir-se num agravamento dos sintomas.
Isto não é “fraqueza” nem falta de força de vontade. É simplesmente a nossa biologia e o contexto (meteorológico, neste caso).
Num inverno longo, escuro e chuvoso como o que estamos a viver em Portugal, faz sentido:
👉 Ajustar expectativas (não exigir o mesmo rendimento emocional de agosto).
👉 Reforçar rotinas: de sono, alimentação equilibrada, atividade física e exposição à luz sempre que possível.
👉 Dito isto: se os sintomas forem persistentes e intensos, mais do que “estou em baixo”, considerar pedir ajuda.
Um abraço
Diogo Guerreiro







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