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Um feliz 2016

Olá a todos os leitores do blog… Há muito que não tinha um momento para atualizar este meu projeto, tal como dizia o velhinho Sigmund Freud “Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro“. Quer liguemos muito ou pouco ao passar do ano, esta altura é quase sempre um momento de balanços e de pensar em projetos futuros. Por vezes é preciso também relembrar que não conseguimos “estar em todas”, que é obrigatório ter tempo para cuidar de nós (e nomeadamente da nossa saúde mental).

Neste sentido, vinha desejar a todos uma excelente entrada em 2016, que lutem pelos vossos sonhos, que se desafiem, mas que não se esqueçam também que o nosso maior projeto somos nós mesmos… e o nosso bem estar e a nossa felicidade.

Um grande abraço e até breve.

Bom Ano Novo!

PS: Deixo aqui um post antigo sobre resoluções de ano novo, que se adequa sempre a esta época.

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Quase todos nós chegamos a esta altura do ano e paramos (um pouco) para pensar naquelas coisas que correm menos bem na nossa vida e o que fazer para as alterar. Muito habitualmente fazemos uma lista de resoluções, que ganha dimensões assustadoras! “Minha nossa, tanta coisa que tenho de alterar!”.

Mas estamos cheios de coragem, nesta altura sentimos que somos capazes de tudo… e depois chega Janeiro, passamos por Fevereiro, já estamos em Março e… que horror! “Estou a pagar um ginásio a que não vou, o instrumento que comprei ainda não saiu da caixa, ainda não consegui alterar a minha alimentação, continuo a correr de um lado para o outro sem tempo para nada”… E nestas alturas surge a ansiedade e a frustração, “mas afinal porque é que não consegui fazer isto!? As minhas resoluções foram um fracasso!”. E muitos chegamos ao ponto de pensar: “desisto, para o ano é que vai ser!”. Mas será que tem que ser assim?

Vou tentar dar algumas dicas para que este ano seja diferente:

  1. O Ano Novo não é um catalisador “mágico” para mudanças radicais. É um tempo de reflexão sobre os seus comportamentos e estilo de vida, que deve levar à identificação do que há para mudar.
  2. Em vez de objetivos extremos e muito difíceis de atingir, tome a resolução de ir definindo pequenas metas atingíveis, durante todo o ano e não só uma vez por ano! Na realidade não é a extensão da mudança que importa, mas sim reconhecer que esta é importante e trabalhar para a realizar, um passo de cada vez.
  3. Faça resoluções realistas, é maior a probabilidade de as cumprir. Por exemplo se quer passar a fazer exercício não decida ir correr sete dias por semana, decida começar por andar 20 minutos um ou dois dias. Se quer perder peso, não faça uma dieta radical a partir de dia 1 de Janeiro, comece por cortar por exemplo naquela sobremesa ou substitua aquele lanche calórico por um iogurte ou uma peça de fruta.
  4. Não encare as resoluções como uma punição. Veja-as como algo positivo, afinal decidiu mudar algumas coisas no seu estilo de vida… e isso é bom!
  5. Mude um comportamento de cada vez. Os comportamentos não saudáveis também não apareceram todos ao mesmo tempo, assim sendo a mudança dos mesmos requer tempo .
  6. Fale sobre isso. Compartilhe suas experiências com a família e amigos. Considere juntar um grupo de apoio para alcançar os seus objetivos, por exemplo junte-se com amigos para ir correr, combine com colegas de trabalho um desafio de parar de fumar . Ter alguém para compartilhar suas lutas e sucessos torna a sua viagem para uma vida saudável muito mais fácil e muito menos assustadora.
  7. Não seja demasiado exigente. A perfeição é inatingível. Lembre-se que pequenas falhas no caminho são completamente normais e não são um drama. Não desista simplesmente porque comeu um bolo de arroz e falhou na sua dieta, ou porque falhou um dia de ginásio. Todos passamos por altos e baixos, afinal a vida é mesmo assim!
  8. Peça apoio se achar necessário. Aceitar a ajuda daqueles que se preocupam consigo, fortalece a sua resiliência e aumenta a capacidade de gerir o stress causado pela sua resolução. Não se sinta envergonhado se precisar de ajuda profissional para mudar comportamentos não saudáveis ou para lidar com questões emocionais.

DG

 

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Je suis Charlie

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Como compreender o incompreensível? Como estamos tão evoluídos em determinadas áreas e tão selvagens noutras?

Como é possível entrar num jornal satírico (cujas armas são o humor, a ironia… os lápis) e disparar a matar em 12 pessoas?? E a ferir outras 20 pessoas? (ver notícia aqui). Quem são estas “não pessoas”? Que objetivos senão a pura expressão de maldade? Quem quer calar a liberdade de expressão?

Hoje é um dia triste… Nada justifica matar outro ser humano, nunca.

Nojento, horrível, desumano…

DG 2014

 
 

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Curtos-circuitos de Dezembro

Human brain is awesome

 
 

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A força de um abraço

Beneficios-do-abraco

Hoje, durante a minha tarde de consultas, dei alta a um doente que segui praticamente durante dois anos. O momento da alta da consulta é habitualmente bom para ambas as partes: por um lado o doente que já se sente bem e superou a “maleita” que o levou a procurar ajuda; por outro lado para o médico é também um momento emotivo – misto de sensação óptima de ter ajudado esta pessoa e ao mesmo tempo de alguma tristeza, pois não sabemos quando voltaremos a encontrar esta pessoa (a quem aos poucos nos fomos ligando).

Mas voltando a hoje, após tudo falado e combinado na consulta, quando o paciente está a sair, sou surpreendido por um valente abraço, daqueles fortes e sentidos… É um daqueles momentos em que uma pessoa sente que realmente ajudou o outro, que foi util, e para quem é médico, nada é mais importante do que isso.

Não foi a primeira vez que aconteceu, espero que não tenha sido a última. Mas que hoje soube muito bem, disso não há dúvidas.

Um abraço virtual para todos,

DG 2014

 

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Dicas psiquiátricas para se tornar no próximo “dono disto tudo”

Se o seu desejo secreto é tornar-se num CEO de um grupo económico perito nas artes da fraude fiscal, ou se quer ser o líder de uma “corporação do mal”, ou se se quer tornar num “polvo politico” cujo os tentáculos se estendem aos mais remotos buracos da sociedade, ou  quiçá, ser o próximo empreendedor de sucesso especializado em esquemas piramidais; então este artigo é para si!

corruption

Não se trata de uma tarefa fácil desenvolver as características pessoais necessárias para um objectivo de tal porte, apenas ao alcance de uma pequena casta… mas se o seu objectivo é “viver acima das suas possibilidades, mas dizendo que os outros é que são uns malandros”, então está na altura de optimizar os seus traços de personalidade antissocial!

Nao é necessário possuir particular inteligência, beleza ou mesmo capacidade de comunicação, mas existem algumas características que vai ter de treinar intensamente (de preferência desde a infância ou adolescência) para chegar a tão almejado objectivo. Aqui fica o seu plano de treinos:

  1. Perca a sua capacidade de empatia (ou seja a capacidade de se por no lugar dos outros). Só assim poderá desprezar os direitos e os sentimentos dos outros, algo de extrema importância para o desenvolvimento do seu psicopata interior!
  2. Treine a arte da manipulação. Comece desde cedo, como criança, sempre a exigir mais um brinquedo. Torne-se num adolescente insuportável, perito em “criar tricas” ou um bully exemplar. Em adulto explore os outros para obter benefício material ou gratificação pessoal.
  3. Treine a resolução de conflitos de forma impulsiva e irresponsável. Não tolere qualquer frustração, seja hostil e violento. É um bom indicio envolver-se em “pancada” enquanto jovem para resolver os seus problemas. Quando tirar a carta de condução insulte os outros condutores e se lhe passarem à frente persiga-os, obrigue-os a parar e saque do seu taco de baseball.
  4. Treine a arte de não sentir remorsos ou culpa. Apesar de poder perceber que causa problemas ou dificuldades aos outros pelo seu comportamento antissocial, tente racionalizar cinicamente o seu comportamento ou (de preferência) culpe os outros. Se por acaso tiver problemas com a policia, ou antes disso com os pais ou com os professores, faça tudo menos modificar o seu comportamento.
  5. Abuse de substâncias. Se quiser mesmo aperfeiçoar os seus traços de personalidade antissocial, terá mesmo que se tornar alcoólico ou toxicodependente (de preferência seja também dealer).

Bom, aqui fica a minha contribuição. Espero que quando tiver sucesso na sua escalada dos degraus da influência e do poder, se lembre de mim e me arrange um belo tacho, OK?…

PS: Fica aqui um link para um artigo da Forbes que me parece muito apropriado – “Why (Some) Psychopaths Make Great CEOs

DG 2014

 

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Olho por olho, e o mundo acabará cego.

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“Olho por olho, e o mundo acabará cego.” Gandhi

 

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Hoje tive algum tempo livre… de facto libertador!

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