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A propósito do dia de S. Valentim

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“Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção”
Antoine de Saint-Exupéry

Alguma “ciência sobre o amor” diretamente desde a Austrália: https://blogs.unimelb.edu.au/sciencecommunication/2012/08/24/some-love-science/

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Publicado por em 15 de Fevereiro de 2018 em Felicidade, Reflexão geral

 

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Dia “Time to Talk”

tttd-960-x-9603.jpgUma organização do Reino Unido promove o dia do “Tempo para Falar” (“Time to Talk”) sobre a Saúde Mental. O objetivo é diminuir a descriminação e o estigma a que muitos dos que sofrem com doença mental estão sujeitos… e isto pode ser feito de forma simples: falando sobre o assunto!

Este é o site oficial: https://www.time-to-change.org.uk

Neste site existe um vasto conteúdo, que todos podemos utilizar para sensibilizar sobre este tema. Estão disponíveis mais de 1000 histórias pessoais.

Aqui está um excerto retirado do site: 

Cerca de 1 em cada 4 pessoas terá um problema de saúde mental este ano, mas a vergonha e o silêncio podem ser tão maus quanto o próprio problema de saúde mental. A sua atitude em relação à saúde mental pode mudar a vida de alguém“.

Que não hajam dúvidas em relação a isto, a atitude de todos nós perante a Saúde Mental pode levar a mudanças substanciais na qualidade de vida dos outros… Por isso, fale sobre isto…

Desafio aceite, e vocês?

Abraços
DG 2018

Neste post mais antigo poderão ver alguns dos mitos (ideias erradas) mais comuns sobre este tema: https://reflexoesdeumpsiquiatra.com/2014/09/08/10-mitos-sobre-saude-mental/

 

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Feliz 2018

Seguem os melhores desejos para esta época festiva. Para alguns esta é uma altura de festa e afetos, para outros altura difícil… mas a mudança do ano lembra-nos que tudo é possível, que tudo está nas nossas mãos. Que guardem alguns desejos de ano novo para decidirem preocupar-se convosco e com os que lhes são mais queridos, para apostar em ter uma boa saúde mental e física – ingredientes indispensáveis para a felicidade.

Continuem por aí e eu continuo por aqui.

Uma boa entrada em 2018!

 
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Publicado por em 29 de Dezembro de 2017 em Sem categoria

 

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Em modo de auto-reflexão

Keep Calm and Love PsychiatryHoje partilho convosco algumas reflexões sobre aquilo que é o meu dia a dia profissional.

Ser médico psiquiatra é algo que me transporta por emoções, histórias e caminhos sempre diferentes. Cada caso que sigo, cada pessoa que conheço, cada situação, leva-me a patamares de conhecimento (e autoconhecimento) pelos quais só posso estar grato.

Nas minhas consultas já vi e ouvi muita coisa. Este é, talvez, um dos maiores privilégios de trabalhar na área da saúde mental, a riqueza de histórias e de experiências a que temos acesso através das pessoas (e das famílias) que me consultam. Talvez isto se deva a um “atraso” na evolução da especialidade (ou não), mas muita da informação que preciso de recolher para tomar decisões médicas só é obtida num espaço de relação intimo entre paciente e terapeuta, para qual é necessário tempo e no qual há pouca interferência de máquinas, computadores ou exames.

Por vezes as situações são complicadas, por vezes são fáceis… Por vezes quase apetece pegar o paciente ao colo, enquanto outras vezes a pessoa que está à nossa frente desperta em nós sentimentos mais negativos… Claro que em qualquer dos casos o psiquiatra (ou qualquer outro terapeuta nesta área) se entrega, embora seja necessário criar o distanciamento emocional (na medida certa) que o doente precisa para se sentir seguro e à vontade na relação. Mas não duvidem que se sente muita coisa, e às vezes, depois de um dia de consultas parece-me que andei numa montanha russa de emoções.

Algumas situações resolvem-se numa consulta, outras precisam de seguimentos de anos. A diversidade é a norma na psiquiatria, daí a necessidade de flexibilidade mental e adaptação na forma de atuação, que faz a diferença entre um seguimento bem sucedido e um insucesso.

Por vezes sou recompensado com a melhor coisa que um médico pode querer… a pessoa melhora, os sintomas desaparecem, a doença fica controlada ou entra em remissão… sentir que se fez a diferença na vida de uma pessoa, que se evitou um suicídio, que o doente voltou a trabalhar, que este já consegue fazer coisas que não conseguia, que alterou comportamentos que o destruíam… é uma sensação maravilhosa!… Há, claro, o “outro lado da moeda”, casos que correm mal, que causam angústia ou em que me sinto impotente para ajudar a pessoa que tenho à frente. Como ser humano que sou… por vezes também falho. Mas tudo são aprendizagens. Afinal todo o caminho leva a algum lado e o acumular de experiências boas, más ou neutras, leva sempre a uma evolução pessoal (e mesmo científica).

Também (algumas vezes) há pessoas que sentem que devem dizer algo sobre o nosso processo terapêutico… recentemente a S., uma doente que conheci há uns anos e cujo o processo foi demorado e cheio de desafios enviou-me o email que transcrevo abaixo (com omissões de dados que a poderiam identificar). Foi um seguimento difícil, com altos e baixos, mas que com um trabalho em equipa entre psiquiatra, psicoterapeuta, família e… claro, a própria, se conseguiu dar “a volta por cima” (algo que nem ela, nem infelizmente outros terapeutas anteriores achavam que fosse possível). A S. concordou que partilhasse o seu testemunho, até porque quando o li achei que poderia servir como uma mensagem de esperança para todos os pacientes que estão a passar por situações difíceis ao nível da sua Saúde Mental.

“Antes de mais peço desculpa por não ter dito nada mais cedo, mas acho que tinha medo de deitar foguetes antes da festa, como se costuma dizer. Após ter falado com o Dr Diogo em novembro, deixei toda a medicação no dia 30 de janeiro deste ano. Foi difícil, pois obviamente tinha receio do que poderia acontecer. Foram muitos anos a tomar medicamentos, mais precisamente 6 anos e nunca pensei que fosse possível deixar, mas enganei-me.

Passados 7 meses estou melhor que nunca, não tenho problemas em dormir, não tenho variações de humor, não tenho qualquer tipo de pensamentos negativos como tinha antes, enfim pareço uma pessoa nova. Quero acreditar que foi só uma fase.

Tenho um trabalho bom, tenho a minha casa, uma relação estável e até tenho um gato. Cada vez penso mais em mim e no meu futuro, especialmente a nível profissional.

Estou muito bem, a nível psicológico estou fantástica, mal me reconheço e estou muito orgulhosa de mim e do que construí, mas nada disto seria possível sem vocês! Um obrigada é pouco! Obrigada por nunca desistirem de mim, por terem estado sempre do meu lado e acima de tudo por terem acreditado em mim!

Tinha de partilhar convosco as minhas conquistas, tive uma má fase mas conseguimos! Agora estou a olhar por mim e pelo meu futuro, espero conseguir grandes feitos e daqui a uns 5 anos começar a ter a família que sempre quis, mas não agora, agora estou a aprender quem sou e estou a adorar!

Mais uma vez obrigada por tudo, do fundo do coração, OBRIGADA!”

Eu é que agradeço a todos os meus pacientes, pela motivação e aprendizagens constantes. Todos os dias com novos desafios, gosto de fazer o que faço, dá-me significado.

Abraços a todos,

DG 2017

 

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Pensamento de segunda feira

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Divulgação: (Re)Descobrir a Psicopatologia – I Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psicopatologia

Serve o presente post para divulgar este evento científico que acho ser de ótima qualidade e uma oportunidade para discutir e atualizar, sobre um vasto número de temas na área da Psicopatologia. O I Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psicopatologia.

Nos dias 8 e 9 de Abril de 2016 irá realizar-se na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa o 1º Encontro da Associação Portuguesa de Psicopatologia intitulado Re-Descobrir a Psicopatologia, que contará com a presença de um painel de palestrantes nacionais e convidados internacionais com temas subordinados ao âmbito das bases da Psicopatologia e os novos desafios que surgem para a sua reformulação.

I encontro associacao port psicopatologia.pngAqui fica o link onde poderão encontrar o programa: http://psicopatologia.pt/agenda/redescobrir

E o link para a página de facebook da Associação.

Encontramo-nos lá?

Abraços

DG 2016

 

 

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Férias… e um apelo.

Estou oficialmente de férias!… e o blog vai acompanhar-me no merecido descanso, voltando em Setembro para discutir e partilhar mais assuntos relacionados (ou não) com a Saúde Mental (e basicamente, com o que me vier à mente).

Queria, no entanto, divulgar um projeto do SOS voz amiga, que está em fase de crowd funding durante o mês de Agosto e cujo objetivo é o seguinte:

Dar a conhecer o serviço prestado pela linha SOS VOZ AMIGA, que atualmente atende diariamente das 16 horas às 24 horas. Sendo nosso objetivo alargar esse período de atendimento para as 24 horas. Para tal necessitamos de sensibilizar através do grande alcance de um SPOT televisivo…. Assim e numa altura em que o suicídio é um problema grave de saúde pública, apostamos neste projecto de divulgação.

O SOS voz amiga é a primeira linha telefónica de ajuda generalista a ser criada em Portugal 1978), um serviço de ajuda em situações agudas de sofrimento causadas pela Solidão, Ansiedade, Depressão e Risco de Suicídio. Tem ajudado muita gente, contanto sobretudo com apoio voluntário e não pago; penso que é altura de os ajudar a poderem ajudar mais.

Peço-vos para ajudarem com um donativo ou com a divulgação do mesmo, neste site: http://ppl.com.pt/pt/causas/campanha-prevencao-suicidio

Até breve, conforme o caso bom trabalho ou boas férias.

Abraços a todos.

DG 2015

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Publicado por em 28 de Julho de 2015 em Reflexão geral

 

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