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Frases para quem

Mais uma excelente iniciativa que divulgo: #Frases para quem

Um em cada cinco portugueses sofre de uma doença mental.

Em conjunto com alguns dos maiores artistas nacionais, vamos dar-lhes voz, através de obras de arte únicas, criadas a partir de testemunhos reais. As obras serão leiloadas e o lucro revertido para uma associação que quer continuar a ouvir aqueles que, de outra forma, sofreriam em silêncio.

Conheça as frases que começaram tudo.

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Humores musicais

“I know I was born and I know that I’ll die
The in between is mine
I am mine”

Gosto tanto desta música… aqui há alguns dias saiu do baú, numa playlist aleatória, enquanto conduzia. Nada como ser lembrados que só há duas coisas certas: que surgimos nesta vida e que dela iremos sair. Mas que o meio é nosso… Que é no Presente que vivemos. É interessante como as expressões artísticas, neste caso a música, tantas vezes se aproximam do trabalho que fazemos em Saúde Mental. Muitos dos doentes que sofrem de perturbações da ansiedade ou depressões, se queixam de preocupações e receios com o futuro ou, por outro lado, ruminam e angustiam-se por situações do passado. Uma das coisas que qualquer terapia tenta fazer (quer seja uma psicoterapia, ou a prática de mindfulness, por exemplo) é aproximar a pessoa do presente, realçar a necessidade de viver uma coisa de cada vez, de se ser sincero consigo mesmo… de se responsabilizar pelas suas decisões, por arriscar… por viver este “meio”, pois o único sitio onde se pode ser feliz e estar tranquilo não é no ontem, não é no amanhã, mas sim no hoje.

Abraços e boa semana

DG 2016

 

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O mito do “Multitasking”

Vivemos dias agitados… mais do que nunca somos inundados por informação, pseudo-informação, fatos e mitos… publicidade. Mais do que em algum tempo na história do Homem, se pretende que jovens e adultos (e mesmo crianças e idosos!), acompanhem o “ritmo das coisas”. Um ritmo impossível, uma velocidade de informação, de processamento, para o qual o nosso cérebro não está preparado para acompanhar.

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Hoje em dia temos telefones que mais parecem canivetes suíços, com uma aplicação para dormir, outra para controlar o movimento, uma calculadora, o email, o browser da internet, as redes sociais, as contas bancárias, etc. etc… Um símbolo daquilo que se quer para as pessoas nesta sociedade: que se adaptem, que façam tudo, simultaneamente, sem erros e rápido… Temos nas palmas das nossas mãos computadores que são mais rápidos que aqueles que existiam na sede de grandes empresas na área da informática há 3 décadas atrás. Há alguns anos tínhamos agentes de viagem que nos marcavam viagens, vendedores em lojas de pequeno comércio que nos ajudavam a escolher produtos, funcionários dos bancos que geriam as nossas contas… Hoje é esperado que cada um faça tudo, que aprenda tudo, que saiba tudo… Até em certos restaurantes de fast food já é possível termos uma refeição sem falar com absolutamente ninguém: os sistemas “smart-whatever”. E, para além de se exigir que tudo se saiba, que tudo se faça só, parece que é alguma espécie de deficiência fazer uma coisa de cada vez.

Ir de um lado para o outro deverá ser preenchido por ver os emails, consultar as redes sociais, fechar um negócio. O jantar em família aproveitado para ver as últimas noticias. Para o “verdadeiro profissional” é absoluta a necessidade de no fim de semana, nas férias, na doença, estar sempre “contactável”… e idealmente deverá estar na praia ou na audição musical dos seus filhos a enviar emails para clientes importantes.

Mas será isto minimamente eficaz, produtivo, inteligente ou mesmo… “smart”?

Vários estudos na área das neurociências, demonstram de várias formas, que o nosso cérebro não se adapta a este esquema… Ainda bem, não somos computadores! Na realidade o nosso cérebro nunca faz multitasking… apenas fracciona a capacidade de atenção e vai mudando o foco rapidamente de uma tarefa para a outra. E quando queremos levar isto ao exagero, basicamente levamos o cérebro à exaustão… perdemos capacidade, produtividade (essa palavra tão importante do séc. XXI).

É verdade que o nosso cérebro se adapta ao ambiente, que talvez no futuro seja uma realidade que o ser humano consiga fazer “multi-tarefas”, mas este tipo de evolução leva milhares de anos, um ritmo que não se compara a qualquer das evoluções e exigências dos dias de hoje.

Em suma, uma boa forma de prevenir a exaustão, a ansiedade e o stress, é não exigir do nosso corpo (que para os mais distraídos, inclui o cérebro) mais do que aquilo para que está preparado… é que nos computadores podemos mudar o processador, conseguimos por memórias RAM nos tablets… mas connosco – seres humanos – isso não é bem assim. A nossa capacidade de atenção não funciona simultaneamente e de forma dispersa; até mesmo o gozo de completar uma tarefa não acontece da mesma maneira quando se tenta “fazer tudo ao mesmo tempo”.

Uma sugestão de leitura (não sei se há edição portuguesa de Portugal): A mente organizada – Daniel Levitin .

Um abraço e bom Fim de Semana, a aproveitar as coisas, uma de cada vez…

DG 2016

 

 

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Os 160 anos de Freud

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, nasceu há exactamente 160 anos. O seu nascimento não foi esquecido pelo Google, que o homenageou com um doodle. 

https://g.co/doodle/2qen5j

Somos como um iceberg, do qual só se vê a ponta. 

“Privamo-nos para mantermos a nossa integridade, poupamos a nossa saúde, a nossa capacidade de gozar a vida, as nossas emoções, guardamo-nos para alguma coisa sem sequer sabermos o que essa coisa é. E este hábito de reprimirmos constantemente as nossas pulsões naturais é que faz de nós seres tão refinados. Porque é que não nos embriagamos? Porque a vergonha e os transtornos das dores de cabeça fazem nascer um desprazer mais importante que o prazer da embriaguez. Porque é que não nos apaixonamos todos os meses de novo? Porque, por altura de cada separação, uma parte dos nossos corações fica desfeita. Assim, esforçamo-nos mais por evitar o sofrimento do que na busca do prazer.”
Sigmund Freud, in ‘Correspondência (1883)

 

Divulgação: (Re)Descobrir a Psicopatologia – I Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psicopatologia

Serve o presente post para divulgar este evento científico que acho ser de ótima qualidade e uma oportunidade para discutir e atualizar, sobre um vasto número de temas na área da Psicopatologia. O I Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Psicopatologia.

Nos dias 8 e 9 de Abril de 2016 irá realizar-se na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa o 1º Encontro da Associação Portuguesa de Psicopatologia intitulado Re-Descobrir a Psicopatologia, que contará com a presença de um painel de palestrantes nacionais e convidados internacionais com temas subordinados ao âmbito das bases da Psicopatologia e os novos desafios que surgem para a sua reformulação.

I encontro associacao port psicopatologia.pngAqui fica o link onde poderão encontrar o programa: http://psicopatologia.pt/agenda/redescobrir

E o link para a página de facebook da Associação.

Encontramo-nos lá?

Abraços

DG 2016

 

 

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Um feliz 2016

Olá a todos os leitores do blog… Há muito que não tinha um momento para atualizar este meu projeto, tal como dizia o velhinho Sigmund Freud “Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro“. Quer liguemos muito ou pouco ao passar do ano, esta altura é quase sempre um momento de balanços e de pensar em projetos futuros. Por vezes é preciso também relembrar que não conseguimos “estar em todas”, que é obrigatório ter tempo para cuidar de nós (e nomeadamente da nossa saúde mental).

Neste sentido, vinha desejar a todos uma excelente entrada em 2016, que lutem pelos vossos sonhos, que se desafiem, mas que não se esqueçam também que o nosso maior projeto somos nós mesmos… e o nosso bem estar e a nossa felicidade.

Um grande abraço e até breve.

Bom Ano Novo!

PS: Deixo aqui um post antigo sobre resoluções de ano novo, que se adequa sempre a esta época.

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Quase todos nós chegamos a esta altura do ano e paramos (um pouco) para pensar naquelas coisas que correm menos bem na nossa vida e o que fazer para as alterar. Muito habitualmente fazemos uma lista de resoluções, que ganha dimensões assustadoras! “Minha nossa, tanta coisa que tenho de alterar!”.

Mas estamos cheios de coragem, nesta altura sentimos que somos capazes de tudo… e depois chega Janeiro, passamos por Fevereiro, já estamos em Março e… que horror! “Estou a pagar um ginásio a que não vou, o instrumento que comprei ainda não saiu da caixa, ainda não consegui alterar a minha alimentação, continuo a correr de um lado para o outro sem tempo para nada”… E nestas alturas surge a ansiedade e a frustração, “mas afinal porque é que não consegui fazer isto!? As minhas resoluções foram um fracasso!”. E muitos chegamos ao ponto de pensar: “desisto, para o ano é que vai ser!”. Mas será que tem que ser assim?

Vou tentar dar algumas dicas para que este ano seja diferente:

  1. O Ano Novo não é um catalisador “mágico” para mudanças radicais. É um tempo de reflexão sobre os seus comportamentos e estilo de vida, que deve levar à identificação do que há para mudar.
  2. Em vez de objetivos extremos e muito difíceis de atingir, tome a resolução de ir definindo pequenas metas atingíveis, durante todo o ano e não só uma vez por ano! Na realidade não é a extensão da mudança que importa, mas sim reconhecer que esta é importante e trabalhar para a realizar, um passo de cada vez.
  3. Faça resoluções realistas, é maior a probabilidade de as cumprir. Por exemplo se quer passar a fazer exercício não decida ir correr sete dias por semana, decida começar por andar 20 minutos um ou dois dias. Se quer perder peso, não faça uma dieta radical a partir de dia 1 de Janeiro, comece por cortar por exemplo naquela sobremesa ou substitua aquele lanche calórico por um iogurte ou uma peça de fruta.
  4. Não encare as resoluções como uma punição. Veja-as como algo positivo, afinal decidiu mudar algumas coisas no seu estilo de vida… e isso é bom!
  5. Mude um comportamento de cada vez. Os comportamentos não saudáveis também não apareceram todos ao mesmo tempo, assim sendo a mudança dos mesmos requer tempo .
  6. Fale sobre isso. Compartilhe suas experiências com a família e amigos. Considere juntar um grupo de apoio para alcançar os seus objetivos, por exemplo junte-se com amigos para ir correr, combine com colegas de trabalho um desafio de parar de fumar . Ter alguém para compartilhar suas lutas e sucessos torna a sua viagem para uma vida saudável muito mais fácil e muito menos assustadora.
  7. Não seja demasiado exigente. A perfeição é inatingível. Lembre-se que pequenas falhas no caminho são completamente normais e não são um drama. Não desista simplesmente porque comeu um bolo de arroz e falhou na sua dieta, ou porque falhou um dia de ginásio. Todos passamos por altos e baixos, afinal a vida é mesmo assim!
  8. Peça apoio se achar necessário. Aceitar a ajuda daqueles que se preocupam consigo, fortalece a sua resiliência e aumenta a capacidade de gerir o stress causado pela sua resolução. Não se sinta envergonhado se precisar de ajuda profissional para mudar comportamentos não saudáveis ou para lidar com questões emocionais.

DG

 

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Livro: Silêncio por Susan Cain

Susan CainJá há muito tempo que estou para recomendar este livro, “Silêncio: o poder dos introvertidos num mundo que não para de falar”; da autora norte americana Susan Cain. Trata-se de uma obra de fácil leitura, em que são focados os aspetos da introversão vs extroversão e em que se faz uma desconstrução do “ideal extrovertido”… Existem mesmo pessoas que são mais introvertidas (e isto tem as suas vantagens e desvantagens) e outras que são mais extrovertidas (e isto também tem as suas vantagens e desvantagens).

Muitas vezes, na prática clinica deparamos-nos com introvertidos que sentem que há algo de errado com eles, porque todos falam mais que eles, porque todos gostam de festas, porque estar em multidões é que é bom… E isso é muito a mensagem que é transmitida pelos media… mas que não podia ser mais incorreta. Ser introvertido não é problema nenhum! Ser introvertido não é sofrer de fobia social ou estar deprimido; também como muitos vezes é sugerido por familiares preocupados… “Dr. ele gosta de ficar no quarto a ler, enquanto os amigos gostam é de estar em festas”… O livro da Susan Cain relata tudo isto muito bem e é uma leitura que recomendo para todos os que queiram compreender melhor este mundo dos introvertidos.

Fica aqui a sinopse:

Pelo menos um terço das pessoas que conhecemos é introvertido. Estas pessoas são as que preferem ouvir a falar, ler a socializar; que inovam e criam, mas não gostam de se autopromover; que privilegiam o trabalho solitário às sessões de brainstorming coletivo. Embora seja habitual rotulá-los de «silenciosos», é aos introvertidos que devemos muitos dos grandes contributos para a sociedade – dos girassóis de Van Gogh à invenção do computador pessoal. Esta investigação notável e recheada de histórias pessoais inesquecíveis demonstra até que ponto se subestima a introversão, e como essa atitude conduz ao menosprezo de enormes talentos. Susan Cain documenta a ascensão do «Ideal do Extrovertido» no século xx e explica o alcance deste fenómeno. Questiona os valores dominantes da cultura empresarial americana, onde o hábito do trabalho em equipa pode matar a criatividade, e onde o potencial de liderança dos introvertidos costuma ser desperdiçado. E recorreu aos dados da investigação mais recente em psicologia e neurociência para revelar as diferenças surpreendentes entre extrovertidos e introvertidos. Para que não restem dúvidas, conta-nos a história de introvertidos célebres como Lewis Carroll, Gandhi, Albert Einstein, Eleanor Roosevelt e Al Gore. Este livro extraordinário mudará em definitivo a maneira como vemos os introvertidos e, não menos importante, a forma como os introvertidos se veem a si próprios.

Um abraço e boas leituras.

DG 2015

 

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