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Arquivo da Categoria: Sociedade

Dicas para manter uma boa Saúde Mental

Uma imagem (com poucas palavras 😉) vale mil palavras. Recomendações da OMS.

Abraços a todos.

DG 2021

 

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Livro: “O Cérebro – À Descoberta de Quem Somos”

David Eagleman é um neurocientista da Universidade de Stanford nos EUA, que tem o dom de explicar de forma simples coisas altamente complexas.

Li recentemente o seu livro, editado em português pela Lua de Papel.

Posso dizer que “devorei” este livro em dois dias. Gostei imenso da forma de escrita e de como décadas de avanços no estudo do cérebro são resumidas em menos de 200 páginas!

As informações são exatas e apresentadas de forma divertida. O último capítulo é mais especulativo, mas não deixa de ser uma perspectiva muito interessante (em relação ao que o futuro nos reserva nesta área).

É perfeitamente acessível a adolescentes mais velhos (e até faz parte do nosso Plano Nacional de Leitura), podendo servir de base para boas (e pedagógicas) conversas entre família.

Fica aqui a sugestão de leitura.

Boas leituras e boa saúde mental… e, já agora, ler faz maravilhas pelo nosso cérebro.

Abraços

DG

“Porque vemos em câmara lenta em situações de grande tensão? Vemos mesmo a cores? Porque é que diferentes pessoas recordam de maneiras distintas o mesmo acontecimento? A resposta, claro, está toda no cérebro. E o autor mergulha com uma contagiante paixão nos seus mistérios, numa fascinante viagem ao nosso cosmos interior. Explica-nos como tomamos decisões, embarca connosco em desportos radicais, analisa expressões faciais ou erros da justiça e procura responder a questões maiores: Quem somos? O que é a realidade?Uma obra-prima de divulgação científica, com tudo o que de essencial se conhece hoje sobre o cérebro. Quando acabar de ler o livro, vai perceber que o mundo que pensa existir lá fora, afinal só existe dentro de si.”

 

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Tempestades emocionais

“E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido” Haruki Murakami, in ‘Kafka à Beira-Mar

Diariamente ouço histórias de solidão, de saturação e de preocupação com o futuro.

Estamos cansados, pudera. Só queremos saber quando isto acaba, quando podemos voltar à nossa vida.

Vejo que valorizamos coisas simples, tomar um café na rua, beber um copo com um amigo, sossegar num jardim público, levar as crianças a andar de baloiço… por um lado, esta pandemia, levou-nos a por as nossas prioridades em ordem. Por outro, é uma tempestade emocional.

Quem sabe, quando sairmos disto, se nos tornaremos melhores pessoas? Mais focados no nosso eu verdadeiro, mais solidários, mais presentes na nossa única vida…

Gosto de pensar que sim.

Diogo Guerreiro

 

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Dias negros que vivemos

O vírus não se importa se estamos fartos dele, se perdemos a paciência, se estamos cansados. E a verdade é que estamos.

Há quase um ano que a Covid-19 nos limita a vida, nos assusta, nos tira o sono, nos cria ansiedade sobre o que acontecerá no futuro. Porventura alguns já terão tido alguns sustos de saúde relacionados com o vírus e, tragicamente, alguns já terão perdido alguém para esta pandemia.

Os números atuais são assustadores. As descrições dos meus colegas da linha da frente são aterrorizadoras. O desespero, o cansaço, sente-se a revolta por darem o seu melhor e nunca ser suficiente. A meu ver, os profissionais de saúde são neste momento os heróis desta situação pandémica… mas custa ver o quão mal tratados são. Quando alguns não cumprem as recomendações e contribuem para agravar as situações impossíveis nos hospitais, achando que os recursos são ilimitados e que todos os profissionais são super-homens e super-mulheres, não imaginam o mal trato que é isto. Os médicos, os enfermeiros, os auxiliares, os técnicos, são humanos como nós! Sofrem com o que vêem, com a pressão a que estão sujeitos, com a catástrofe a que assistem, deixaram de ter férias, pausas, tempos de descanso. Não é possível pedir-lhes mais!

Estamos todos cansados… exaustos… mas o vírus não.

A sensação de “fadiga pandémica” é algo já bem compreendido, que leva a que as pessoas se desleixem nos cuidados que deveriam ter, na preocupação com os outros e, em casos extremos, poderá levar à negação do problema de uma forma irracional. Mas mesmo que neguemos o vírus ele não nos nega a nós, lamento informar.

É crucial nesta fase tomar conta da nossa saúde mental. Só com a cabeça no sítio podemos lidar com este desafio. Já em Março do ano passado achei que isto seria algo muito importante e… contínuo a achar. Neste post “Cuidar da nossa Saúde Mental no tempo do Coronavírus” têm acesso a algumas dicas que sistematizei nesse sentido.

De facto, para além de cuidar da nossa saúde (física e mental), a única coisa que podemos fazer para contribuir para a luta contra a covid é cumprir as regras de saúde pública, por mais que isto nos custe ou nos canse. Só assim, num grande esforço conjunto e solidário, podemos baixar as taxas de infecção, prevenir a mortalidade e ajudar os nossos profissionais de saúde.

Todas as escolhas têm consequências. Pense bem antes de ignorar as medidas de prevenção contra o coronavírus. Proteja-se a si e aos outros! 🧠💪

Diogo Guerreiro

Médico Psiquiatra

#stopCovid19 #AfastamentoFísico #UsodeMáscara #HigienizaçãodasMãos #EtiquetaRespiratória #Sejaresponsável #FIQUEEMCASA

 

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Dia Mundial da Saúde Mental 10-10-2020

Hoje celebra-se o dia mundial da Saúde Mental. Um dia de reflexão sobre o muito que existe para fazer para combater o estigma e o preconceito, para que mais pessoas tenham acesso a serviços de qualidade para vencer as doenças que mais peso têm para a sociedade.

O que é a Saúde Mental? 🧐

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde mental como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere“.

Nesta definição, a “saúde mental” é entendida como um aspecto vinculado ao bem-estar, à qualidade de vida, à capacidade de amar, trabalhar e de se relacionar com os outros. Com esta perspectiva positiva, a OMS convida a pensar na saúde mental muito para além das doenças e das deficiências mentais.

Mais informação aqui: https://reflexoesdeumpsiquiatra.com/2016/10/21/promocao-da-saude-mental-e-prevencao-das-doencas-mentais/

#diamundialdasaúdemental #mentalhealthawareness #mentalhealthmatters #saudemental

 

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The pineapple mind – um projeto a seguir.

Mais um excelente projeto de jovens portugueses, para sensibilizar, remover preconceitos e dar voz às questões de saúde mental. A seguir! Parabéns aos autores. 💪👍🏻

https://linktr.ee/Thepineapplemind

 

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Regresso após o confinamento

Hoje, após 2 meses de teletrabalho, vou voltar a estar com os meus pacientes de forma presencial. Manterei sempre a opção de consulta à distância para quem o desejar (o que continua a ser o mais seguro para todos). Os consultórios onde trabalho adaptaram-se, segundo as melhoras normas de segurança e trabalhar de máscara vai ser obrigatório.

Diogo Guerreiro em “modo máscara”

Não sou grande fã de ver pessoas com máscara, perde-se algo na comunicação e é necessário alguma intuição sobre o que se passa por detrás da mesma. Mas enquanto existir esta ameaça do vírus, que remédio tenho eu e os meus pacientes.

A boa notícia é que isto será apenas uma fase transitória. A má é não sabermos ao certo quanto tempo.

Mas agora uma coisa é certa: que bem que sabe voltar a falar com pessoas “ao vivo”!

As agendas sofreram algumas alterações, fruto do “novo normal”, sendo as marcações, confirmações e honorários tratados, como habitualmente, pelas clínicas onde trabalho (por telefone ou email):

Alterstatus (Algés): 214100480 – 963310209 – alterstatus@gmail.com

Clínica das Horas (Saldanha): 211957947 – 916006464 – geral@clinicadashoras.pt

Até breve e cuidem-se.

DG 2020

Os apetrechos necessários

 

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Quarentena em modo teleconsulta

Já se passaram mais de 40 dias desde que, pela razão que todos conhecemos, comecei a efetuar consultas à distância.

Já é possível fazer um balanço desta fase e pensar nos prós e nos contras. Penso que esta frase, de Fernando Pessoa, sintetiza muito bem o meu sentimento: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”.

Ao longo destas semanas esta foi, de facto, a única possibilidade. E aprendi a adaptar-me, em tempo recorde, a mexer em várias aplicações e sites, doxy, zoom, Skype; a gerir o apoio do secretariado por mail e telefone; a fazer multitasking entre contactos, confirmações, email, WhatsApp; a achar e arquivar processos. Enquanto tentei estar de corpo e alma nas consultas, tentando compensar as limitações do afastamento físico.

A experiência foi globalmente positiva, a estranheza dura os primeiros 5 minutos e, a certa altura, a conversa desenvolve-se e esquecemos que temos um ecrã entre mim e o paciente.

Estive com pessoas que já conhecia há algum tempo e outros que ainda não conheci face a face. Conheci animais de estimação, filhos, esposos, os seus quartos, salas, cozinhas, até o banco do jardim local. As pessoas mostravam-se no seu ambiente e isso compensou a perda da informação corporal das consultas on-line. Reparei que, talvez pela situação inédita, até havia mais vontade de partilhar e mesmo de rir de toda esta confusão. Claro que também observei muitos medos e consequência mais negativas, ao nível da saúde mental, desta pandemia.

Felizmente, a maioria dos meus pacientes adaptaram-se bem aos meios tecnológicos, mas há sempre aqueles que tem mais dificuldades… a opção presencial continuou como um último recurso.

Esta situação acaba também por interferir com a minha vida pessoal. A gestão aqui por casa é complexa. Para as minhas consultas consegui criar um espaço privado, tranquilo, dentro da minha casa, mas de vez em quando lá surgem as vozes dos meus filhos a brincar noutras divisões. A minha mulher é uma das médicas da linha da frente, os filhotes precisam de apoio e atenção, conseguimos organizar-nos em “turnos de trabalho” de modo a darmos apoio um ao outro enquanto trabalhamos. Funciona, mas posso dizer-vos que esta fase de confinamento não foi nada monótona! Ufa.

Mas mesmo com estes condicionamentos, penso que consegui dar o apoio que os meus pacientes precisavam e fico com a impressão que isto da teleconsulta veio para ficar!

Sem dúvida que a interrupção das consultas presenciais foi importante, cada um de nós com os seus esforços acabou por contribuir para aplanar a curva e evitar mortes desnecessárias. Sei que isto é incómodo para todos, mas mais de 1 mês depois, vejo que foi a decisão certa.

Claro que tenho saudades de estar com os meus pacientes, de os cumprimentar, de dar um beijinho, de receber um abraço… mas isso não está para voltar nos próximos tempos.

Aliás, o regresso assusta, não tanto pelo risco de contágio (embora isso seja uma preocupação), mas pelo encarar desta “nova realidade”, entre máscaras e acrílicos, com a falta de toque físico, sem acompanhantes nas consultas. Nem sei se estas novas consultas presenciais, não serão ainda mais estranhas que as consultas on-line. Como vou perceber se o doente está triste, contente ou preocupado debaixo da máscara?

Os consultórios estão prontos, com os seus planos de contingência, máscaras e álcool gel, acrílicos, ventilações, tudo para estarmos protegidos e seguros. Provavelmente daqui a umas semanas vou retomar gradualmente a consulta nesses espaços físicos. Embora, pelo menos durante o mês de Maio, vou privilegiar a consulta à distância, seguindo as recomendações das autoridades de “trabalho à distância sempre que possível”. Afinal, não nos podemos esquecer que ainda estamos na presença da ameaça do Coronavirus, temos conseguido evitar o pior mas ainda há muita luta pela frente.

De futuro, ainda não sei bem como gerir o “novo normal” com crianças pequenas sem escola ou infantário. Lá terei que puxar pela minha capacidade de adaptação e, com certeza, acharei a melhor solução. Perfeita não será, mas neste momento a última coisa que me preocupa é a perfeição; afinal estamos no meio de uma pandemia (mais imperfeito que isto não há)! Penso que uma das maneiras de manter a sanidade mental neste momento, e talvez não só neste momento, é não sermos tão exigentes connosco e sermos capazes de maior flexibilidade nos vários aspetos da nossa vida.

Sei que nos próximos tempos, os psiquiatras e psicólogos, vão ter muito que fazer… as consequências da COVID-19 a nível mental vão se sentir ao longo de meses. Espero conseguir estar à altura, quer seja através de um ecrã, quer seja por detrás de uma máscara.

Um abraço virtual para todos

Diogo Guerreiro

Médico psiquiatra.

 

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Saúde mental e Covid-19

O Ministério da Saúde criou um microsite dentro do site dedicado à covid-19 dedicado à saúde mental. Mais uma vez reforço: “Não há saúde sem saúde mental”.

A seguir aqui: https://saudemental.covid19.min-saude.pt

E a reter os “5 passos” para cuidar da sua saúde mental:

5 passos para cuidar da sua saúde mental

DG 2020

 

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Mais algumas dicas para lidar com a ansiedade nesta fase

Diretamente da Unicef, este vídeo interessantíssimo. A ver e a partilhar.

Mantenham-se seguros e tomem conta da vossa saúde física e mental.

Dicas para cuidar da nossa saúde mental da Unicef

Abraços virtuais a todos.

DG Março 2019

 

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