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Arquivo da Categoria: Saúde mental na adolescência

Novas tecnologias e psicopatologia

Recentemente pediram-me para falar sobre o tema “novas tecnologias e psicopatologia“, nas jornadas de Psiquiatria do Hospital Garcia de Orta. Realmente é um tema muito atual, desafiante, mas também extremamente complexo e extenso… Só refletir no que são “novas tecnologias” me deixou intrigado. Tanto como estudar a sua relação com a saúde (ou, neste caso, a doença) mental. Mas aceitei o desafio e lá estive esta semana a apresentar algumas coisas que estudei.

Novas tecnologias vs cérebro velho

As grandes conclusões são que as novas tecnologias são parte integrante do ecossistema em que os seres humanos habitam e que, sem dúvida, influenciam o nosso cérebro… talvez mesmo ao ponto de o eventualmente modificar! Que apesar das “novas tecnologias” estarem ainda a “anos-luz” das maravilhas que o nosso cérebro consegue fazer, elas evoluem a um ritmo impressionante e, é verdade, que o nosso “velho cérebro” (que demorou muitos milhões de anos a evoluir para a forma como se encontra hoje) poderá ter algumas dificuldades em se adaptar às mesmas.

Mas, na realidade, como em tudo o que se passa na nossa vida, o risco de “as novas tecnologias” nos deixarem “doentes” depende da forma como são utilizadas e dos mecanismos que utilizamos para nos defendermos. E que, aparentemente (digo isto porque não houve ainda tempo suficiente para responder a todas as questões), as “novas tecnologias” tanto podem trazer benefícios como malefícios.

Gostaria também de partilhar este conhecimento com os leitores do blog e da página de facebook. Portanto, aqui fica a apresentação, esperando que gostem e que vos seja útil para refletir sobre esta temática.

A pensar e a refletir.

DG 2019

 

 

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Dependências de jogos online: mito ou verdade?

Isto tem sido um assunto alvo de imenso debate na sociedade científica (e não só). Recentemente, participei num artigo da revista notícias magazine, que tentava sintetizar este tema.

Gostava, no entanto, de expandir um pouco mais a minha opinião.

A perturbação do jogo online (ou “internet gaming disorder“) é uma entidade diagnóstica altamente controversa (ver discussão neste link) e cujos critérios diagnósticos e eventuais terapêuticas propostas, ainda estão em aceso debate. Segundo a DSM-5, classificação utilizada nos EUA, trata-se de uma “entidade para prosseguir a investigação”. Já a Organização Mundial de Saúde, incluirá esta questão como “perturbação”, na sua classificação CID-11, sob o nome “gaming disorder” (ver link).

Mas será comparável à dependência de drogas?

Para mim, penso tratar-se de algo totalmente diferente da dependência de drogas (no sentido mais “tradicional do termo”). Na realidade, quando falamos de drogas, estamos a falar de substâncias externas que interferem diretamente no nosso cérebro e que, diretamente, têm mecanismos que levam à dependência dessa substância (ex: heroína, nicotina, álcool, etc.). As dependências “comportamentais”, ou seja, em que comportamentos e estímulos (que no dão prazer) levam à libertação de substâncias endógenas (naturalmente existentes no nosso cérebro) são, para todos os efeitos, diferentes em termos de mecanismo. Os jogos online, especialmente aqueles que rapidamente nos dão prazer e de forma repetitiva, a chamada “recompensa imediata”, levam à excitação dos nossos centros de prazer e recompensa cerebrais e o ser humano biologicamente está preparado para procurar recompensa e prazer para sobreviver como espécie. Afinal, é isto que nos leva a querer ter sexo, a comer uma boa refeição, a procurar prazer em locais, atividades, arte.

Apesar da perturbação do jogo online ser ainda alvo de debate, não há dúvida que certas pessoas estão mais suscetíveis para criar uma “dependência” de certos jogos (tal como existem dependências de jogos de apostas ou ao nível de comportamento sexual). No entanto, estas pessoas são uma minoria das pessoas que joga online. Nos milhões de pessoas que jogam online, apenas uma pequena percentagem apresenta sinais de dependência, se compararmos com a quantidade de pessoas que experimenta uma droga, seja heroína ou nicotina, a percentagem de pessoas que desenvolve uma dependência é muitíssimo maior. Apesar de se falar muito nos jovens, a propósito deste tema, não se trata de um questão apenas desta faixa etária (adultos vulneráveis também podem apresentar esta dependência).

Mas voltando à pergunta que dá título ao post: de facto, existem pessoas que apresentam sintomas de abstinência quando impedidos de jogar online (em muito semelhantes aqueles apresentados pelos utilizadores de drogas quando impedidos de a elas aceder). Os sintomas típicos da “abstinência” são: irritabilidade, tristeza, ansiedade, deixar de fazer outras atividades importantes e de que gostava para ficar a jogar, mentir aos membros da família sobre o tempo passado a jogar, usar o jogo para aliviar estados de espírito negativos e, apesar de saber das consequências negativas, incapacidade de controlar o tempo de jogo.

Quais os sinais de alerta (aqui sobretudo para os pais), para que um comportamento excessivo não passe a um verdadeiro vício?

Os pais devem estar atentos ao tempo e atividades dos filhos online. Deverão ser estabelecidas regras firmes acerca de horários e tipos de jogos adequados, e isso varia de família para família. Alguns sinais de alarme devem levantar preocupação imediata, tais como, quebra de rendimento escolar e desinteresse por outras atividades (como estar fisicamente com amigos, deixar hobbies ou desporto), reduzir o número de horas de sono para estar a jogar, ficar agressivo ou irritável de forma constante e/ou prolongada sempre que impedido de jogar (por ser o que foi previamente combinado como regra ou, simplesmente, por um imprevisto).

Caros pais preocupados, uma das coisas que parece estar associada ao risco de dependência de internet ou jogos online é, exatamente, o que se passa na família. Leiam este artigo. Em suma, o ambiente em casa, a capacidade de expressar afetos e comunicar, a capacidade de disciplinar sem autoritarismo, parecem todos contribuir para um maior ou menor risco do jovem cair numa dependência deste género.

Como se poderá eventualmente tratar?

Nada está estabelecido sobre o papel da terapêutica farmacológica. Se o jovem sofrer de uma perturbação de ansiedade ou uma depressão, que poderá ser um dos motivos de vulnerabilidade, poderá aí estar indicada a terapêutica farmacológica (ou não, depende). Tendo em conta tratar-se de um problema comportamental, provavelmente o mais indicado é uma psicoterapia com ênfase cognitivo-comportamental; eventualmente, com adolescentes, trabalhar com a família também será obrigatório.

Então e o “fortnite”?

Este jogo em particular – o fortnite – captou a atenção dos jovens e, segundo parece, em idades mais precoces, sendo a uma “última moda”… mas já antes observámos isto com outros jogos online.

A meu ver, em comum, estes jogos estão muitíssimo bem feitos para o seu propósito (que é basicamente manter uma comunidade de jogadores cada vez maior ligada ao seu jogo e, muitas vezes, a investir financeiramente no mesmo – ou seja, em viciar). Deteto no fortnite (como noutros jogos semelhantes) alguns fatores que possam contribuir para algumas mecânicas de adição: ser um jogo rápido, de fácil aprendizagem, e que quer se ganhe ou não, é divertido e dá prazer… portanto uma fonte ilimitada de recompensa imediata, de que o nosso cérebro tanto gosta. Para além disso, mistura vários componentes de jogos de sucesso num só “pacote”: construção, jogar às escondidas, estratégia ou simplesmente “andar aos tiros”. Tem um aspeto muito apelativo, e que varia ao longo do tempo, inclusivamente, tem “temporadas” tal como as séries de televisão, em que pequenas coisas mudam, levando a que perca o potencial de monotonia e, portanto, mantém sempre uma recompensa se se continuar a jogar. E, por fim, um fator muito importante, é um jogo social (os jovens encontram-se e combinam jogar com amigos), mantendo uma interação em casa com os amigos do exterior, algo também muito prazeroso e que dá mais uma recompensa.

Em suma, os mecanismos de adição comportamentais giram à volta do mesmo: recompensas e prazer imediatos, de fácil acesso e aprendizagem; e o nosso cérebro é ótimo a procurar repetir aquilo que nos faz sentir bem e a evitar o que nos faz sentir mal. É como se os programadores tivessem estudado a neurobiologia do cérebro e tivessem criado um produto, que apesar de não interferir de forma não natural (como as drogas) nos circuitos cerebrais de prazer e recompensa, os estimula de uma forma “natural” e extremamente completa… daí o risco de adição, especialmente nos jovens mais vulneráveis (aqueles com menos fontes de prazer, os mais isolados, com mais dificuldades na comunicação familiar, os com auto-estima mais frágil, ou mesmo, aqueles com personalidades mais vincadas no aspeto da procura de prazer imediato).

Em suma, sim acho que há verdade na dependência de jogos online (mas, felizmente, isto ocorre apenas numa minoria dos casos).

Se acharem que isto se poderá estar a passar com algum vosso conhecido, procurem ajuda. Em Lisboa, existe no Hospital de Santa Maria a unidade de atendimento a utentes com Utilização Problemática de Internet (NUPI).

Abraços
DG 2019

PS: Artigo completo do notícias magazine (link)

 

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10 Outubro: Dia Mundial da Saúde Mental

Dia 10 de Outubro é o dia Mundial da Saúde Mental. Ao longo dos anos este dia tem tido o propósito de chamar a atenção da comunidade para vários aspetos da nossa saúde mental, sendo que este ano o tema é “os jovens e a saúde mental num mundo em mudança”. A este propósito convido a visita à pagina da Organização Mundial da Saúde, onde poderão aprofundar mais este tema: http://www.who.int/mental_health/world-mental-health-day/2018/en/

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a Saúde Mental como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere“. Nesta definição, a “saúde mental” é entendida como um aspeto vinculado ao bem-estar, à qualidade de vida, à capacidade de amar, trabalhar e de se relacionar com os outros. Com esta perspetiva positiva, a OMS convida a pensar na saúde mental muito para além das doenças e das deficiências mentais.

Já anteriormente escrevi um post sobre promoção e prevenção das doenças mentais que pode ser aqui consultado. Mas nunca é demais chamar a atenção para coisas simples que todos nós podemos fazer para melhorar a nossa saúde mental e para prevenir situações mais complicadas no futuro… Aliás este tema foi relevado numa revisão muito recente (de 2018), na prestigiada revista Lancet Psychiatry (se tiverem a possibilidade leiam este artigo que é muito interessante), focando estratégias preventivas ao longo das várias alturas da nossa vida (desde antes do nascimento, até ao início da vida adulta).

Deixo-vos com uma pequena síntese das estratégias preventivas gerais (existem outras para grupos de risco, mas isto fica para outro post), baseadas na evidência científica atual, ao longo do nosso ciclo de vida.

Durante a gravidez e período pós-parto:

  • Boa nutrição
  • Vigilância adequada da gravidez e bons cuidados no parto
  • Promoção de uma boa vinculação entre progenitores e o recém-nascido

Durante a infância e adolescência:

  • Estimulação adequada à idade
  • Refeições (e tempo) em família
  • Treino de estratégias de resiliência
  • Bom clima escolar e familiar
  • Intervenções contra o bullying e outros tipos de violência
  • Boa nutrição
  • Exercício físico regular
  • Bons hábitos de sono
  • Prevenção de abuso de substâncias

Durante a vida adulta:

  • Boa nutrição
  • Exercício físico regular
  • Estratégias de redução de stress crónico
  • Bons hábitos de sono
  • Promoção de redes de suporte social e familiar (prevenir o isolamento)
  • Facilitar o reconhecimento precoce da doença mental e seu tratamento

Em todas as alturas do ciclo de vida:

  • Reduzir as iniquidades sociais e prevenir o desemprego
  • Melhorar a educação e os cuidados na infância
  • Reduzir o estigma associado à doença mental
  • Aumentar a consciencialização da sociedade e dos profissionais de saúde

Que todos tenhamos um bom dia e sempre promovendo a nossa saúde mental.

DG 2018

 

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10 Setembro Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

O amanhã precisa de ti.

#setembroamarelo

#suicidepreventionday

Se estiver com pensamentos de suicídio, saiba que pode ser ajudado.

Falar é a melhor solução, ligue para o SOS VOZ AMIGA, consulte um técnico de saúde mental, fale com um familiar ou amigo. Se for preciso recorra mesmo ao 112 ou às urgências.

Não guarde para si.

O Suicídio pode ser evitado.

Obrigado por divulgar.

Diogo Guerreiro.

 

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Um dos Mitos da Psiquiatria

A meu ver um dos maiores mitos (ideias falsas) na Psiquiatria é o seguinte:

Os diagnósticos em Psiquiatria são apenas etiquetas para comportamentos normais.

Para quem nunca lidou com alguém com uma doença mental (como amigo, familiar ou mesmo técnico) pode parecer que determinados sintomas psicopatológicos são muito semelhantes a emoções ou comportamentos normais.

Por exemplo, como traçar a linha entre a tristeza normal e a patológica, ou quando é que falamos de timidez ou de ansiedade social, ou quando é que a organização se torna uma compulsão?

No entanto, tal como a diferença entre um tumor benigno e um cancro, os sintomas na perturbação mental são bem diferentes das emoções ou comportamentos “normais”. Habitualmente, quando determinada emoção ou comportamento se torna debilitante ao ponto do paciente não conseguir funcionar do ponto de vista profissional, social ou familiar, estamos muito provavelmente perante uma doença mental.

O diagnóstico (a “etiqueta”), apesar de todas as limitações que bem conhecemos, torna-se nestes casos particularmente importante por várias razões:

  • para o próprio paciente saber com o que está a lidar;
  • para os técnicos intervirem da melhor forma e de acordo com o que se sabe do ponto de vista científico para esse diagnóstico;
  • também para a evolução da ciência, pois é necessário que os investigadores falem uma linguagem comum para compararem resultados e discutirem as possíveis linhas de investigação.

Os problemas de saúde mental (ou doenças psiquiátricas) são muito frequentes. Na verdade, quase 1 em cada 5 portugueses terão um problema de saúde mental diagnosticável ao longo da sua vida, de acordo com os dados da Direção Geral de Saúde.

Felizmente, hoje em dia, há vários tratamentos eficazes, quer em termos medicamentosos, mas também várias psicoterapias e intervenções ao nível do estilo de vida (como a prática de exercício físico, a meditação e intervenções nutricionais).

Daí a importância de um diagnóstico precoce, pois o prognóstico das doenças psiquiátricas é muito melhor quando acompanhadas desde cedo, podendo levar à remissão total dos sintomas e à prevenção das consequências terríveis de uma doença mental não tratada (como por exemplo a incapacidade profissional, o corte de relações sociais ou familiares, ou, em casos extremos, o suicídio).

DG 2018

PS: Se quiser conhecer outros mitos carregue neste link.

 

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Dia “Time to Talk”

tttd-960-x-9603.jpgUma organização do Reino Unido promove o dia do “Tempo para Falar” (“Time to Talk”) sobre a Saúde Mental. O objetivo é diminuir a descriminação e o estigma a que muitos dos que sofrem com doença mental estão sujeitos… e isto pode ser feito de forma simples: falando sobre o assunto!

Este é o site oficial: https://www.time-to-change.org.uk

Neste site existe um vasto conteúdo, que todos podemos utilizar para sensibilizar sobre este tema. Estão disponíveis mais de 1000 histórias pessoais.

Aqui está um excerto retirado do site: 

Cerca de 1 em cada 4 pessoas terá um problema de saúde mental este ano, mas a vergonha e o silêncio podem ser tão maus quanto o próprio problema de saúde mental. A sua atitude em relação à saúde mental pode mudar a vida de alguém“.

Que não hajam dúvidas em relação a isto, a atitude de todos nós perante a Saúde Mental pode levar a mudanças substanciais na qualidade de vida dos outros… Por isso, fale sobre isto…

Desafio aceite, e vocês?

Abraços
DG 2018

Neste post mais antigo poderão ver alguns dos mitos (ideias erradas) mais comuns sobre este tema: https://reflexoesdeumpsiquiatra.com/2014/09/08/10-mitos-sobre-saude-mental/

 

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Setembro Amarelo: prevenir o Suicídio

O suicídio é um importante problema de saúde pública a nível global. Alguns números da Organização Mundial de Saúde permitem-nos ver a dimensão desta questão:

  • No mundo, 800 mil pessoas suicidam-se todos os anos (o que significa 1 pessoa a cada 40 segundos).
  • A Europa é a região do mundo com a mais alta taxa de suicídio (14,1 por cada cem mil habitantes).
  • Portugal está acima da média global de suicídios, apresentando uma taxa de 13,7 por cem mil habitantes em 2015, face a uma taxa mundial de 10,7 (dados de 2015).
  • O suicídio afeta pessoas de todas as faixas etárias, apesar de ser mais frequente nos idosos é a 2ª causa de morte entre os 15-29 anos (a primeira causa são acidentes de viação).
  • Por cada suicídio muito mais pessoas fazem tentativas de suicídio ou comportamentos autolesivos, sendo estes dos principais fatores de risco para suicídio consumado.

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Quem está em risco?

Existe uma ligação clara entre suicídio e doenças mentais (em particular com a depressão, a doença bipolar, determinadas perturbações de personalidade, abuso e dependência de substâncias). Estima-se que em pelo menos 90% dos suicídios fosse possível diagnosticar uma perturbação psiquiátrica.

No entanto, o suicídio é um resultado de múltiplos fatores, que se associam entre si e que podem levar a este desfecho trágico. No fundo, o suicídio não acontece apenas por uma coisa, mas sim pela combinação de excesso de fatores de risco e défice de fatores protetores.

  • Fatores de risco são circunstâncias, condições, acontecimentos de vida, doenças ou traços de personalidade que podem aumentar a probabilidade de alguém realizar comportamentos autolesivos ou atos suicidas. São exemplos: doença mental (não seguida, não tratada); experiências adversas na infância; bullying ou mobbing; baixa autoestima; perfeccionismo e rigidez; sentimentos de desesperança; presença de tentativas de suicídio prévias ou contacto com suicídio ou comportamentos autolesivos de outros.
  • Fatores protetores correspondem a características e circunstâncias individuais, coletivas e socioculturais que, quando presentes e/ou reforçadas, estão associadas à prevenção dos comportamentos autolesivos e do suicídio. São exemplos: boa capacidade da resolução de problemas e conflitos; iniciativa no pedido de ajuda; noção de valor pessoal; bons relacionamento familiares; facilidade de acesso aos serviços de saúde; boa inserção sociocultural.

Muito pode ser feito para prevenir o suicídio. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa procurar ajuda e cuidados de quem está à sua volta.

Neste contexto destaco uma das mais recentes iniciativas, a “Campanha Setembro Amarelo”. Esta tem como principal objetivo a consciencialização sobre a prevenção do suicídio, alertando a população e as instituições. Iniciada em Brasília em 2014, tem ganho projeção a nível global. Em Portugal, Beja é a primeira cidade portuguesa a promover iniciativas no âmbito desta campanha. Fica aqui o site do facebook: https://www.facebook.com/setembroamarelobeja.

É importante que todos juntemos os nossos esforços para ajudar quem está em sofrimento e para quebrar os mitos e ideias erradas, que tantas vezes impedem as pessoas de serem ajudados efetivamente.

Convido-vos também a visitarem este artigo intitulado: os 10 grandes mitos (ideias erradas) sobre o suicídio e sobre os comportamentos autolesivos.

Abraços para todos

DG 2017

PS: A visitar o site oficial do Setembro Amarelo: http://www.setembroamarelo.org.br

 

 

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