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Arquivo da Categoria: Psiquiatria musical

Humores musicais

“I know I was born and I know that I’ll die
The in between is mine
I am mine”

Gosto tanto desta música… aqui há alguns dias saiu do baú, numa playlist aleatória, enquanto conduzia. Nada como ser lembrados que só há duas coisas certas: que surgimos nesta vida e que dela iremos sair. Mas que o meio é nosso… Que é no Presente que vivemos. É interessante como as expressões artísticas, neste caso a música, tantas vezes se aproximam do trabalho que fazemos em Saúde Mental. Muitos dos doentes que sofrem de perturbações da ansiedade ou depressões, se queixam de preocupações e receios com o futuro ou, por outro lado, ruminam e angustiam-se por situações do passado. Uma das coisas que qualquer terapia tenta fazer (quer seja uma psicoterapia, ou a prática de mindfulness, por exemplo) é aproximar a pessoa do presente, realçar a necessidade de viver uma coisa de cada vez, de se ser sincero consigo mesmo… de se responsabilizar pelas suas decisões, por arriscar… por viver este “meio”, pois o único sitio onde se pode ser feliz e estar tranquilo não é no ontem, não é no amanhã, mas sim no hoje.

Abraços e boa semana

DG 2016

 

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Humores musicais

Adoro esta música de Radiohead, e muito nos fala sobre o sofrimento, a angústia de uma psicose.

A psicose é definida como a incapacidade de distinguir entre a experiência subjectiva e a realidade externa, ou seja, existe uma perda de contacto com a realidade!

Please could you stop the noise,
I’m trying to get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What’s that?
What’s that?

A psicose é um estado incompreensível para quem está “de fora” é, de todo, impossível perceber o modo de pensar de alguém psicótico, tudo é estranho e nada faz sentido.

Os sintomas mais comuns de psicose são os delírios e as alucinações.

  • Delírio – convicção falsa e inabalável, fora do contexto social e cultural do doente, de origem mórbida, não sendo possível modificar através da demonstração do real.
    Ex: Um doente que acredita que os “extraterrestres lhe implantaram um chip no cérebro para o controlar”. Não cede a qualquer argumento dizendo que isso é impossível, chega a fazer uma TAC de Cérebro que não mostra qualquer chip e mesmo assim defende-se dizendo que “a tecnologia extraterrestre é muito avançada e não é possível detectar na TAC”.

    Delírio persecutório ou paranóia – é a forma mais comum de delírio, com ideias delirantes de prejuizo e vivência de que existe uma agressividade contra o doente. O doente sente-se ameaçado, atacado, incomodado, prejudicado, perseguido ou vitima de uma conspiração, envenamento ou tentiva de morte (in Manual de Psicopatologia)

  • Alucinações – Experiências perceptivas (sensações) tomadas por reais na ausência de estímulo externo correspondente. Para o doente é impossível distinguir as alucinações das verdadeiras percepções. Podem ser auditivas (vozes), visuais (pessoas, vultos, imagens), sensitivas (toques, calor), olfactivas (cheiros) e gustativas (sabores).
    Ex: O mesmo doente de cima ouve as “vozes de Marte, que lhe dizem o que deve fazer” e ao mesmo tempo, quando não lhes obedece, sente calor na cabeça, o que interpreta como “o chip a queimar-lhe o cérebro”.

Para além destes sintomas é frequente observar-se

  • Comportamentos estranhos – que podem ser causados pelos delírios (ex: entrar numa loja e vasculhar todos os recantos à procura de microfones), pelas alucinações (ex: as vozes obrigam-no a andar sempre com as mãos na cabeça), ou mesmo pela doença causadora da psicose.
  • Isolamento social – a maioria destes doentes acaba por se isolar, deixa a escola, o emprego, deixa de estar com os amigos.
  • Desconfiança – é possível que desconfiem dos outros, que sintam que eles fazem parte de uma conspiração ou que o querem matar.
  • Alterações de personalidade – muitas das vezes existem alterações marcadas da maneira de ser, por exemplo determinada pessoa muito extrovertida, conversadora e que gostava de sair à noite, pode ficar muito virada para dentro, deixar de socializar, ter medo de falar com os outros.
  • Alterações do humor – tanto depressões, como euforias podem ser vistas associadas a psicose. Outras alterações podem ser a incapacidade de ajustar o humor ou a labilidade emocional.
  • Desorganização – pode ser vista a nível do pensamento ou das acções. Parece fazer “coisas sem sentido” ou pensar de forma não lógica.

O que pode causar uma “Psicose”?

O termo psicose refere-se a um conjunto de sintomas, em que o principal organizador é a perda de contacto com a realidade. Múltiplas doenças e perturbações podem apresentar-se como psicose, na adolescência estas são as mais frequentes:

  • Esquizofrenia: tem habitualmente o seu começo na adolescência tardia e só muito raramente aparece antes da puberdade. É uma doença crónica, que afecta cerca de 0,5% da população, apresenta múltiplos sintomas psicóticos.
  • Depressão: em casos graves de depressão é possível apresentar sintomas psicóticos (ex: ouvir vozes que dizem que a pessoa é um fracasso; ter um delírio em que a pessoa acha que já morreu).
  • Doença bipolar: tanto na depressão, como na fase de mania é possível estar psicótico (ex: um bipolar em fase maníaca pode ter a convicção delirante que é um profeta).
  • Drogas: A causa mais frequente de psicose durante a adolecência é o abuso de drogas. O abuso de drogas como Cannabis (Marijuana), LSD (Ácidos), Metanfetaminas (Speeds, Pastilhas), Ecstasy e Cocaína (crack), pode levar ao aparecimento de um quadro psicótico, por vezes prolongado e que pode evoluir para Esquizofrenia. Fica o exemplo: estudos indicam que o uso de cannabis aumenta o risco de psicose entre 2 a 9 vezes! Muitos utilizadores de cannabis sentem sintomas psicóticos ligeiros após fumarem, por exemplo, notam que na rua as pessoas olham para eles de maneira diferente (delírio de auto-referência).

O que fazer?

Muitas vezes, as pessoas que sofrem de psicose não reconhecem que estão doentes, muitos não irão pedir ajuda pois tem medo de ser rotulados como “malucos”. Se conhece alguém que pensa estar psicótico, deve levar essa pessoa a um profissional de saúde o mais rapidamente possível.

Existem riscos próprios à psicose, por exemplo, o doente pode matar-se porque as vozes lhe disseram para fazer isso ou pode atirar-se de uma janela porque acha que pode voar. Para além disto a psicose está associada a doenças que, se não forem tratadas rapidamente, podem evoluir para formas crónicas e com “degradação cerebral”.

Existem tratamentos eficazes para a psicose, quanto mais cedo melhor!

Um abraço

DG 2015

 

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E hoje o “humor musical” é:

Abraços e boa noite!

 
 

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Raindrops keep falling on my head

Sempre gostei desta música… Ainda por cima faz parte da banda sonora de um filme mítico da minha infância: Dois Homens e um Destino. E quem se atreve a dizer que não é uma música inspiradora?… Se as há, esta é uma delas!

Fala sobre os dias menos bons, “em que nada parece encaixar” (And just like the guy whose feet are too big for his bed, nothin’ seems to fit), em que parece que chove só para nos chatear… e BJ Thomas, conclui que não vale a pena preocupar em demasia, afinal “nunca vou parar a chuva só por me queixar”… para além disso, “não tardará até que a felicidade me venha dizer olá” (It won’t be long till happiness steps up to greet me).

“E mais nada!”

Um fim-de-semana bem disposto, mesmo que chuvoso!

Abraços

Diogo

 

PS:Aqui fica a letra completa:

dois homens e um destino

Raindrops keep fallin’ on my head
And just like the guy
Whose feet are too big for his bed
Nothin’ seems to fit
Those raindrops are fallin’
On my head, they keep fallin’
So I just did me some talkin’ to the sun
And I said, I didn’t like
The way he got things done
Sleepin’ on the job
Those raindrops are fallin’
On my head, they keep fallin’
But there’s one thing I know
The blues they send
To meet me won’t defeat me
It won’t be long till
Happiness steps up to greet me
Raindrops keep fallin’ on my head
But that doesn’t mean
My eyes will soon be turnin’ red
Cryin’s not for me ‘cause
I’m never gonna stop the rain by complainin’
Because I’m free, nothin’s worryin’ me
It won’t be long till
Happiness steps up to greet me
A raindrops keep fallin’ on my head
But that doesn’t mean
My eyes will soon be turnin’ red
Cryin’s not for me ‘cause
I’m never gonna stop the rain by complainin’
Because I’m free, nothin’s worryin’ me

 

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“Andar na lua”… nem sempre é mau!

Bom fim-de-semana!

 

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Resoluções do Ano Novo: como as concretizar?

Faz todos os anos as mesmas “resoluções de Ano Novo”? Estranho… ou não?

Provavelmente não será o único que repetidamente, todos os 31 de Dezembro, decide coisas deste género:

É este ano que vou perder peso, que vou fazer mais exercício físico, que vou parar de fumar, que vou gerir melhor o meu tempo, que vou tirar um curso, que vou aprender um instrumento…

Resolucoes ano novo

Quase todos nós chegamos a esta altura do ano e paramos (um pouco) para pensar naquelas coisas que correm menos bem na nossa vida e o que fazer para as alterar. Muito habitualmente fazemos uma lista de resoluções, que ganha dimensões assustadoras! “Minha nossa, tanta coisa que tenho de alterar!”.

Mas estamos cheios de coragem, nesta altura sentimos que somos capazes de tudo… e depois chega Janeiro, passamos por Fevereiro, já estamos em Março e… que horror! “Estou a pagar um ginásio a que não vou, o instrumento que comprei ainda não saiu da caixa, ainda não consegui alterar a minha alimentação, continuo a correr de um lado para o outro sem tempo para nada”… E nestas alturas surge a ansiedade e a frustração, “mas afinal porque é que não consegui fazer isto!? As minhas resoluções foram um fracasso!”. E muitos chegamos ao ponto de pensar: “desisto, para o ano é que vai ser!”. Mas será que tem que ser assim?

Vou tentar dar algumas dicas para que este ano seja diferente:

  1. O Ano Novo não é um catalisador “mágico” para mudanças radicais. É um tempo de reflexão sobre os seus comportamentos e estilo de vida, que deve levar à identificação do que há para mudar.
  2. Em vez de objetivos extremos e muito difíceis de atingir, tome a resolução de ir definindo pequenas metas atingíveis, durante todo o ano e não só uma vez por ano! Na realidade não é a extensão da mudança que importa, mas sim reconhecer que esta é importante e trabalhar para a realizar, um passo de cada vez.
  3. Faça resoluções realistas, é maior a probabilidade de as cumprir. Por exemplo se quer passar a fazer exercício não decida ir correr sete dias por semana, decida começar por andar 20 minutos um ou dois dias. Se quer perder peso, não faça uma dieta radical a partir de dia 1 de Janeiro, comece por cortar por exemplo naquela sobremesa ou substitua aquele lanche calórico por um iogurte ou uma peça de fruta.
  4. Não encare as resoluções como uma punição. Veja-as como algo positivo, afinal decidiu mudar algumas coisas no seu estilo de vida… e isso é bom!
  5. Mude um comportamento de cada vez. Os comportamentos não saudáveis também não apareceram todos ao mesmo tempo, assim sendo a mudança dos mesmos requer tempo .
  6. Fale sobre isso. Compartilhe suas experiências com a família e amigos. Considere juntar um grupo de apoio para alcançar os seus objetivos, por exemplo junte-se com amigos para ir correr, combine com colegas de trabalho um desafio de parar de fumar . Ter alguém para compartilhar suas lutas e sucessos torna a sua viagem para uma vida saudável muito mais fácil e muito menos assustadora.
  7. Não seja demasiado exigente. A perfeição é inatingível. Lembre-se que pequenas falhas no caminho são completamente normais e não são um drama. Não desista simplesmente porque comeu um bolo de arroz e falhou na sua dieta, ou porque falhou um dia de ginásio. Todos passamos por altos e baixos, afinal a vida é mesmo assim!
  8. Peça apoio se achar necessário. Aceitar a ajuda daqueles que se preocupam consigo, fortalece a sua resiliência e aumenta a capacidade de gerir o stress causado pela sua resolução. Não se sinta envergonhado se precisar de ajuda profissional para mudar comportamentos não saudáveis ou para lidar com questões emocionais.

Dito isto, desejo a todos um óptimo Ano Novo de 2014. E… até já!

DG

PS: Um música para entrar no espírito de festa!

 

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No facebook

543099_440272272746552_726127208_nA página do facebook do Reflexões de um Psiquiatra já conta com mais de 2.000 Gostos!? Uau!

2.000 pessoas interessadas, muitas com dúvidas, muitos outros simplesmente curiosos (“vamos lá ver o que este tipo vai inventar”), outros a enfrentar os seus medos pessoais, a testar o caminho… Mas todos pessoas impecáveis que partilham o gosto por conhecer e por discutir assuntos da área da Saúde Mental e da Neurociência.

A vocês todos um grande like, espero que continuem a gostar. Espero que se envolvam mais no debate, que questionem mais, que se zanguem mais, que se riam mais.

Só desta maneira poderemos criar uma “grande onda de limpeza de preconceitos“! Ajudam-me nesta tarefa?

E claro conto convosco para divulgar e convidar amigos a gostarem da página. Ainda não sabe o endereço da página??? – Não faz mal aqui fica: https://www.facebook.com/ReflexoesDeUmPsiquiatra

Um forte agradecimento para todos vós. Obrigado!

E agora uma música para celebrar (muito retro!):

 

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A Música e o Cérebro

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Nesta época de festivais de música, concertos ao ar livre, noites quentes em bares ou simplesmente nas nossas casas (a ouvir música); nada melhor do que reflectir acerca de algumas questões relacionadas:

  • Porque é que gostamos tanto de música?
  • Porque é que a música é tão importante em todas as sociedades, culturas e ao longo das épocas?
  • Qual a sua função?

Um dos investigadores que mais se tem dedicado ao estudo desta área chama-se Daniel Levitin, um neurocientista da McGill University em Montreal. Muitos dados que aqui vos trago são da sua autoria.

O Daniel Levitin tem uma história interessante de vida: é originário de São Francisco, onde nasceu em 1957, inicialmente estudou engenharia electrónica e música. Nos anos 70 acaba por deixar os estudos para se dedicar a ser músico e produtor musical, atingindo bastante sucesso nesta área. Aos seus 30 anos decide voltar aos estudos e tirar o curso de Psicologia e Ciências cognitivas na Stanford University. Posteriormente decide dedicar-se a ambas as paixões: a neurociência e a música. Tornou-se um famoso neurocientista que se especializou no estudo dos efeitos da música a nível cerebral, escreveu um livro intitulado “This Is Your Brain On Music: The Science of a Human Obsession“, que eu ainda não li, mas que estou cheio de vontade de ler!

Mas vamos voltar ao caminho e tentar responder às perguntas…

Neste momento aconselho escolher uma música da sua preferência enquanto lê este texto (para por as coisas em prática!). No entanto vou deixar uma da minha preferência para os mais preguiçosos.

Porque é que gostamos tanto de música?

Já antes, num artigo deste blog intitulado “Música e dopamina“, tinha escrito acerca do efeito que a música produz no cérebro através da libertação de dopamina e que leva a sensações de prazer, euforia e aumento da energia.

250px-Superior_temporal_gyrusMas outra pergunta é: porque gostamos de determinadas músicas ou géneros musicais? O Daniel Levitan e colaboradores investigaram isto. Chegaram à conclusão que quanto mais estimulação determinada música provoca no nucleus accumbens (área cerebral responsável pela formação de expectativas) maior a possibilidade de gostar de determinada música. Outra área do cérebro, o giro temporal superior (que está intimamente ligada nucleus accumbens), é também importante e está relacionado com algo a que podemos chamar “educação musical“. A sua formação depende da música que foi ouvida durante a vida, funcionando como um armazenamento da “memória musical”, por exemplo, alguém que tenha ouvido muito jazz ao longo da vida tem maior probabilidade de gostar de um trecho de jazz que nunca tenha ouvido.

No fundo o nosso cérebro funciona como uma espécie de “motor de recomendação musical”!

Porque é que a música é tão importante em todas as sociedades, culturas e ao longo das épocas?

Muito acontece no nosso cérebro quando ouvimos música. Estudos mostram que áreas cerebrais envolvidas no movimento, memória, atenção e planeamento, ficam activas quando estamos a ouvir música. Portanto, passa-se muito mais no cérebro do que simplesmente “processar música”.

Outra coisa interessante que se verifica é o seguinte: não é natural sentirmo-nos confiantes e bem no meio de uma multidão de 20 ou 40 mil pessoas, pois não? Mas na realidade isso acontece quando estamos num festival ou num concerto musical! A música parece ter uma função importante: a de unir as pessoas! Algo que dificilmente se encontra noutras formas de arte.

music middle ageA música tem uma capacidade única de acordar emoções, despertar memórias (quantas vezes ouvir determinada música nos lembra de umas férias, de um amigo, de uma altura da nossa vida?) e intensificar experiências sociais. Isto está relacionado com algo a que chamamos neurónios espelho (que se pensa terem como função permitir ao indivíduo compreender o significado e intenção de um determinado sinal comunicativo – ver este artigo para mais detalhes).

Talvez isto ajude a explicar a sua importância e universalidade em inúmeras culturas e épocas.

Qual a sua função?

Muitas vezes a música é comparada à linguagem, é também uma forma de comunicação e muitos dos componentes cerebrais activos nestes processos são os mesmo.  No entanto, a primeira é muito mais “misteriosa”, de facto a sua razão de ser permanece no fundo desconhecida. A música não têm nenhuma utilidade óbvia, é difícil de definir (todos sabemos o que é música, mas conseguiremos mesmo por limites necessários para uma definição?). Como explicar então a sua universalidade e manutenção ao longo do tempo?

the only thing that makes sense?Como vimos antes a música facilita a interacção entre grupos, pondo-os “em sintonia”. Por isto, pensa-se que poderá ter um papel importante na sociedade como factor de coesão e organização da nossa arquitectura social! E há inúmeros exemplos históricos de lideres (de nações, políticos, religiosos, etc.) que compreenderam e utilizaram este poder para influenciar populações.

Recentemente, neurocientistas mostraram que a música ajuda na aprendizagem, na formação de memórias, no controlo de estados de ansiedade e mesmo na organização do conhecimento.

A música (tocar ou ouvir) tem também importantes funções na neuroplasticidade cerebral (ver este artigo  do blog), ou seja não deixa “enferrujar o cérebro”.
Isto são algumas das funções encontradas para a música, mas o mistério persiste… e ainda bem porque a vida sem mistérios não tem piada nenhuma! 

Fico por aqui e recomendo a página do Daniel Levitin: http://daniellevitin.com, que disto sabe muito mais que qualquer outro!

Abraço e… boas músicas sempre!

DG 2013

 

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Reflexões Facebookianas

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A página de facebook do Reflexões atingiu os 1000 gostos!

Já conhecem a página?
Então toca a clicar: www.facebook.com/ReflexoesDeUmPsiquiatra

Abraço
DG 2013

 
 
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