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Arquivo da Categoria: Reflexão doença mental

Por vezes, quando digo “está tudo bem”…

…gostaria que alguém me olhasse nos olhos e dissesse “não estás sozinho”.

Um alerta da autoria de Soumya Jindal, publicado na página de Facebook da United Nations For Youth, a propósito da campanha Mental Health Matters (das Nações Unidas). Uma imagem que vale mil palavras.. um alerta para a solidão causada pelo estigma que existe a propósito das doenças mentais… um sofrimento isolado, incompreendido.

Não pode continuar a ser esta a realidade!

Soumya Jindal #MentalHealthMatters

Soumya Jindal #MentalHealthMatters

 

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Depressão é igual a insucesso!? R: Não!

Num artigo recente do The Huffington Post são relatadas as experiências de doze conhecidas celebridades que sofreram de depressãoÉ focado algo de extrema importância e que muitas vezes, devido ao preconceito e ao estigma, se acha não ser bem assim: a depressão não impede uma vida de sucesso!

“…just because there’s a struggle now doesn’t mean it’s impossible to find success”

impossiblenot

Dão a cara Buzz Aldrin (o famoso astronauta que caminhou na lua), Sheryl Crow (artista vencedora do Grammy), Ellen DeGeneres (famosa pelo seu talk show “Ellen”), Owen Wilson (quem diria? O famoso ator de filmes de comédia), J.K. Rowling (a escritora que criou Harry Potter), Gwyneth Paltrow (quem não conhece esta atriz de Hollywood?), etc.

Vale a pena ler este artigo: http://www.huffingtonpost.com/2014/07/21/successful-people-with-de_n_5570970.html

De facto a depressão é uma das mais comuns doenças psiquiátricas, que pode afectar qualquer pessoa, independentemente do sexo, da raça, do estatuto socioeconómico, etc.

  • Nunca é uma “parte normal” da vida.
  • Numa grande maioria dos casos é tratável, com terapêuticas medicamentosas ou psicológicas.
  • Não é uma doença para a vida.
  • Não é uma fraqueza pessoal.

Para saber mais: http://reflexoesdeumpsiquiatra.com/2013/09/06/e-quando-ficamos-deprimidos/

Abraços

DG 2014

 

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O saber não ocupa lugar – Mestrado em Psicopatologia

psicopatologiaAproveito para divulgar o Mestrado em Psicopatologia, da Universidade de Lisboa, que irá iniciar-se em Outubro de 2014.

A Psicopatologia é uma disciplina independente da Psicologia e da Psiquiatria, com um corpo de conhecimentos próprio, visando a descrição, compreensão e explicação dos fenómenos psicopatológicos que se manifestam no ser humano, em sofrimento psicológico. Esta área de investigação procura um fundamento neurobiológico para os fenómenos psicopatológicos, contribuindo para a definição do conceito de doença mental, constituição de categorias e classificações psiquiátricas, bem como para a existência de uma linguagem comum entre os técnicos de saúde que trabalham em saúde mental.

Este mestrado vai “proporcionar aos alunos uma visão abrangente e integradora da psicopatologia clínica e neurociências clínicas, focando áreas que envolvem aspetos ligados à avaliação clínica psicopatológica, neurobiologia das doenças psiquiátricas, descrição clínica das principais patologias psiquiátricas, bem como as necessárias abordagens terapêuticas e medidas preventivas em saúde mental”.

Deixo aqui o link para os interessados: http://www.fm.ul.pt/index.html#4590

E o programa em pdf: Mestrado Psicopatologia

Abraços

DG 2014

 

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Por trás da porta amarela… uma história de doença mental

yellow-house-jpgUma paciente minha enviou-me este texto, que não conhecia: “Por trás da porta amarela, há um homem com problemas psicológicos“. Trata-se de um texto, publicado no jornal Público (também no The Washington Post) e escrito por Stephanie McCrummen.

É a história de um homem de meia idade, que sofre (muito provavelmente) de uma psicose, que lentamente destrói a sua vida e o afasta da família. Fala das dificuldades em lidar com este tipo de situação e como, muitas vezes, a sociedade não apresenta respostas adequadas para estes doentes.

Ninguém sabe o que ele está a fazer. Ninguém sabe em que é que pensa, o que come ou como sobrevive. Em dois anos, desde que a sua mulher em pânico levou os dois filhos e o deixou ali sozinho, nunca falou com ninguém mais do que alguns minutos. Não deixou ninguém passar da porta, que fortificou com uma nova fechadura, um bocado de plástico a tapar o vidro e contraplacado por baixo, que pintou de um amarelo quase fluorescente. Tem sempre as cortinas da sala corridas.

O homem da casa — que tem 42 anos, já chegou a ganhar um salário de seis dígitos trabalhando para o Capitol Hill e era um marido e pai dedicado — diz aos pais que não está doente. Tanto quanto sabem, deixou de tomar os medicamentos psiquiátricos que lhe foram receitados depois de ter contado à polícia que Deus falava através do seu filho de três anos. Abandonou o emprego e deixou de pagar as contas. A família não sabe o que fazer.

Aconselho vivamente para todos os interessados neste tema. Aqui fica o link para o texto completo: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/por-tras-da-porta-amarela-ha-um-homem-com-problemas-psicologicos-1662325.

DG 2014

 

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O que é a Saúde Mental?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde mental como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere“.

Nesta definição, a “saúde mental” é entendida como um aspecto vinculado ao bem-estar, à qualidade de vida, à capacidade de amar, trabalhar e de se relacionar com os outros. Com esta perspectiva positiva, a OMS convida a pensar na saúde mental muito para além das doenças e das deficiências mentais.

Saúde-Mental

Porque é isto importante?

A OMS publicou recentemente um relatório sobre a importância de investimento na saúde mental. No relatório “Investing in Mental Health – Evidence for action”, a OMS explora os conceitos de saúde mental, qual a sua importância para a vida humana como um direito fundamental, e quais as direções que os governos podem seguir no sentido de alterar as políticas públicas.

“A saúde mental e o bem-estar são fundamentais para nossa capacidade coletiva e individual, como seres humanos de pensar, sentir, interagir uns com os outros, ganhar e aproveitar a vida. No entanto, atualmente a formação do capital mental individual e coletivo – especialmente nos estágios iniciais da vida – está a ser retido por uma série de riscos evitáveis ​​para a saúde mental, enquanto os indivíduos com problemas de saúde mental são desprezados, discriminados e negados direitos básicos, inclusive acesso aos cuidados essenciais.

Neste relatório, as razões potenciais para esta aparente contradição entre os valores humanos e ações sociais observados são explorados com vista a uma melhor formulação de medidas concretas que os governos e outras partes interessadas podem tomar para reformular as atitudes sociais e políticas públicas em torno da saúde mental.”

A pensar… a agir… de forma urgente!

Cumprimentos para todos

DG 2014

 

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Perturbações do comportamento alimentar

Esta semana recebi muitos novos casos de perturbações do comportamento alimentar.

Bulimia…-nerviosa-1São estas a Anorexia Nervosa, a Bulimia Nervosa e o Binge EatingNeste artigo do psiadolescentes poderão saber mais sobre os sintomas, sinais e mecanismos envolvidos. São situações duras, mas que felizmente na maioria dos casos é possível dar a volta por cima. Não são situações para “deixar andar” mas sim para tratar o mais cedo possível. Para que o corpo e a comida deixem de ser tudo o que há na vida destes jovens, para que consigam viver a sua juventude em pleno, com confiança e boa auto-estima.

Se sofrem de alguma destas perturbações peçam ajuda SFF! Não se deixem levar nesta espiral de angústia, dor e insatisfação crónica!

 

Um conselho de um psiquiatra com muitos anos de experiência neste tipo de situações.

Um abraço

DG 2014

 

 

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Os 10 grandes mitos (ideias erradas) sobre o suicídio e sobre os comportamentos autolesivos.

Adaptado de “Comportamentos suicidários em Portugal”, editado pela Sociedade Portuguesa de Suicidologia em 2006.prevenção suicídio

  1. A pessoa que fala sobre suicídio não fará mal a si própria, apenas quer chamar a atenção“. FALSO, todas as ameaças devem de ser encarados com seriedade, a pessoa está em sofrimento e precisa de ajuda. Muitos suicidas comunicam previamente a sua intenção.

  2. O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso“. FALSO, apesar de muitas vezes parecer impulsivo pode obedecer a um plano e ter sido comunicado anteriormente.

  3. Os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão decididos a matar-se“. FALSO, a maioria das pessoas que se suicida conversa previamente com outras pessoas ou liga para uma linha de emergência, o que mostra a ambivalência que subjaz ao ato suicida.

  4. Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa está fora de perigo“. FALSO, na verdade, um dos períodos de maior risco é o que surge durante o internamento ou após a alta. A pessoa continua em risco.

  5. A tendência para o suicídio é sempre hereditária“. Desta forma FALSO, há ainda dúvidas acerca desta possibilidade. Contudo, uma história familiar de suicídio é um fator de risco importante, particularmente em famílias onde a depressão é comum.

  6. Os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre uma perturbação mental“. NEM TODOS, mas a maioria apresenta sintomas depressivos. É frequente também a ansiedade, a bipolaridade, os consumos de álcool e drogas, etc. Apenas em 10% das pessoas que consuma o suicídio não se apura diagnóstico psiquiátrico.

  7. Se alguém falar sobre suicídio com outra pessoa está a transmitir a ideia de suicídio a essa pessoa“. FALSO, não se causam comportamentos suicidas por se falar com alguém sobre isso. Na realidade, reconhecer que o estado emocional do indivíduo é real e tentar normalizar a situação induzida pelo stresse são componentes importantes para a redução da ideação suicida; faz que o paciente sinta que da parte do seu interlocutor há interesse no seu sofrimento.

  8. O suicídio só acontece aos outros“. FALSO, o suicídio pode ocorrer em todas as pessoas, independentemente do nível social ou familiar.

  9. Após uma tentativa de suicídio a pessoa vez nunca mais volta a tentar matar-se“. FALSO, uma pessoa que tem uma tentativa prévia ou comportamentos autolesivos de menor letalidade apresenta um muito maior risco de cometer suicídio.

  10. Quem se magoa de propósito é louco“. PRECONCEITO TERRÍVEL E ERRADO, que inibe as pessoas de pedir ajuda. Quem se magoa de propósito ou considera o suicido está em sofrimento e pode ser ajudado!!

Link importante: Sociedade Portuguesa de Suicidologia

Precisa de ajuda? Conhece alguém que precise? Ligue para os serviços telefónicos de ajuda e apoio ao suicídio em Portugal (neste link), recorra a um profissional de Saúde (qualquer Médico de Família, Serviço de Urgência, Psiquiatra, Psicólogo, etc.).

É possível prevenir o suicídio e a autolesão! Não se deixe enganar por estes mitos, estigmas e preconceitos.

Por favor ajude a partilhar esta mensagem. Obrigado!

DG 2014

 

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